Religiosidade – risco a verdadeira vida

“Pasur, filho de Imer, era sacerdote e chefe dos serviços do Templo. Ele me ouviu dizer essas coisas e por isso mandou que eu fosse surrado e preso com correntes no Portão de Benjamim, o portão de cima que dá para o Templo.” (Jeremias 20:1-2, NTLH). “Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus se reuniram no palácio de Caifás, o Grande Sacerdote, e fizeram um plano para prender Jesus em segredo e matá-lo.” (Mateus 26:3-4, NTLH).

Duas situações, dois momentos na vida dos judeus. Atitudes semelhantes por parte daqueles que deveriam ouvir, compreender, julgar as palavras, julgar suas atitudes e buscar o Deus vivo, com arrependimento. Mas o resultado foi o mesmo: condenar, punir aquele que pensava e falava de forma contrária ao que estavam vivendo. O quanto temos sido religiosos em nossos atos e temos condenado aqueles que profetizam de forma a restaurar a vontade do Senhor?

Qual tem sido a nossa atitude? Estamos abertos para ouvir e julgar as palavras e as nossas atitudes e motivações? Estamos sendo religiosos ou temos sido verdadeiros cristãos que obedecem os preceitos do Senhor? Temos praticado a justiça, ou não? Como está escrito: “Ele tratou com justiça os pobres e os necessitados, e tudo lhe correu bem. Quem faz isso mostra que, de fato, me conhece. Sou eu, o Senhor, quem está falando.” (Jeremias 22:16, NTLH), ou somos daqueles que tem praticado a injustiça e vivido de forma contrária a natureza divina, concedida aos filhos de Deus: “Ai daquele que constrói a sua casa com injustiça e desonestidade, não pagando os salários dos seus vizinhos e fazendo com que trabalhem de graça!” (Jeremias 22:13, NTLH) “Mas você só enxerga os seus interesses egoístas. Você mata os inocentes e explora o seu povo com violência.” (Jeremias 22:17, NTLH).

Precisamos zelar pelos interesses do reino, precisamos estar com os nossos olhos atentos e os nossos ouvidos abertos para ouvir a palavra que Deus tem trazido ao nosso tempo, e não devemos ter uma atitude fechada, voltada para o que pensamos e achamos. Não podemos ficar presos aos nossos conceitos e aos nossos desejos. Devemos estar prontos, desejosos e ansiosos para ouvir conforme aquilo que Deus deseja nos falar.

Precisamos de pedir por sabedoria, por discernimento. Precisamos julgar as nossas motivações e os desejos de nossos coração para não termos a mesma atitude dos sacerdotes que condenarama a Jeremias ou ao nosso mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Precisamos pedir um coração sábio, um coração que esteja sempre pronto a receber, que esteja sempre pronto para ouvir aquilo que o Pai tem para falar, e não ficarmos presos as nossas crenças, valores e a nossa religiosidade que são preceitos de homens.

Se estivermos na luz, se andarmos na luz, se formos luz neste mundo, não precisamos temer outra coisa que padecer perseguição, e não seremos perseguidos pelas pessoas deste mundo; mas sim, por aqueles que dizem conhecer a Deus, que vivem revestidos de religiosidade e práticas que são preceitos de homens e que negam ao nosso Senhor Jesus, por não obedecerem aos seus mandamentos.

De que lado estamos? Qual tem sido as nossas atitudes frente a vontade do Senhor?