A escolha do reino e vida verdadeira

Por que não compreendemos as escolhas que temos que fazer com relação ao reino de Deus e a implicação destas escolhas? Por que pensamos e queremos viver o reino de Deus, obter o melhor deste; mas queremos manter os nossos pés no mundo, usufruindo o melhor de cada? Achamos que isso é possível, enganando a nós mesmos. Não dá para viver o reino de Deus e o reino do mundo, não dá para viver a natureza humana e a natureza divina, como se as mesmas fossem possíveis de conciliação. Não ouvimos a palavra do Senhor, não obedecemos os seus mandamentos e queremos usufruir o melhor que Deus tem para nós, sem mudar as nossas atitudes. Por que queremos continuar a fazer desta forma?

Jesus foi muito claro em seus ensinamentos, sobre escolher viver o reino de Deus, como ele falou: “Um mestre da Lei chegou perto dele e disse: — Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for! Jesus respondeu: — As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar.” (Mateus 8:19-20, NTLH). “E outro, que era seguidor de Jesus, disse: — Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai. Jesus respondeu: — Venha comigo e deixe que os mortos sepultem os seus mortos. ” (Mateus 8:21-22, NTLH).

Não dá para misturar, não tem como colocar junto o que não é conciliável. Natureza humana, religiosidade, práticas humanitárias com revestimento espiritual não funcionam para o reino de Deus, como o próprio Senhor ensinou: “— Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho. ” (Mateus 9:16-17, NTLH). Temos de viver debaixo de escolhas, e nem sempre escolhas fáceis, e simples que priorizam a natureza humana: “— Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Quem procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, porque é meu seguidor, terá a vida verdadeira. ” (Mateus 10:37-39, NTLH).

Para termos vida verdadeira, para conhecermos o Senhor, para compreendermos e entendermos a justiça de Deus, devemos, diariamente, morrer para nós mesmos, para o que pensamos e achamos, para o que desejamos. Temos de abrir mão dos nossos interesses e do que sonhamos, para então, vivermos os sonhos de nosso Deus. Ser semelhante a Deus, ser imitador de nosso Deus, como filhos, não é uma questão fácil, mas um processo de aprendizagem, onde dia a após dia, aprendemos a fazer, somos levados a aprender a fazer as escolhas de nosso Deus. Mas se permanecemos comentendo os mesmos erros, nunca avançaremos para a lição seguinte, nunca cresceremos, nunca chegaremos a estatura do Senhor.

Precisamos entender que as provações, as oportunidades e situações que nos são apresentadas tem um único objetivo: provar o nosso coração, revelar de fato o que somos e que escolhas temos feito. Não é um momento de punição, mas uma lição para ser aprendida. Um momento para decidirmos a quem desejamos servir. A quem queremos honrar, a quem queremos glorificar.

Como o próprio Jesus falou a seus discípulos: “— Quem recebe vocês está recebendo a mim; e quem me recebe está recebendo aquele que me enviou.” (Mateus 10:40, NTLH). Somos representantes de nosso Deus, somos embaixadores, por isso, temos que nos apresentar com tais, com os verdadeiros valores e a justiça de Deus a todos os homens. Nosso objetivo, não é simplesmente receber uma salvação, mas sermos embaixadores, sermos semelhantes, revelarmos o nosso Deus de forma que ele seja glorificado através de nossas vidas.

Façamos as escolhas corretas com relação ao reino de Deus, vivamos como o nosso mestre e Senhor.