Disposição, amor e obediência como expressão

“Em seguida, ouvi o Senhor dizer: — Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: — Aqui estou eu. Envia-me a mim!” (Isaías 6:8, NTLH). “Jesus disse: — Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador. Todos os ramos que não dão uvas ele corta, embora eles estejam em mim. Mas os ramos que dão uvas ele poda a fim de que fiquem limpos e dêem mais uvas ainda. Vocês já estão limpos por meio dos ensinamentos que eu lhes tenho dado. Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. Pois, assim como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo. — Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como os ramos secos que são juntados e jogados no fogo, onde são queimados. Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem. E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos. Assim como o meu Pai me ama, eu amo vocês; portanto, continuem unidos comigo por meio do meu amor por vocês. Se obedecerem aos meus mandamentos, eu continuarei amando vocês, assim como eu obedeço aos mandamentos do meu Pai e ele continua a me amar. — Eu estou dizendo isso para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.” (João 15:1-11, NTLH).

Devemos julgar a nós mesmos. Devemos olhar para nós mesmos, nossas atitudes, nossa disposição e nos questionar: “amamos de fato ao nosso Deus e Senhor?”. Por que dizemos que amamos? Pelos sentimentos que temos, pela alegria que recebemos, pelos cânticos que proclamamos? Dizemos que amamos como resultado da alegria obtida em nossa alma em momentos de celebração?

Precisamos rever os fundamentos de nossas vidas. Precisamos rever onde temos colocado a nossa fé? Em como temos conduzido as nossas vidas? Andamos pelo que sentimos e pelo que vimos? Ou de fato somos guiados pela fé que procede de Deus? Temos a mesma disposição de Isaías? Temos ido a onde o Senhor Jesus nos mandou? Temos feito o que o Senhor determinou para nós como seus discípulos? Temos obedecido as palavras do Senhor Jesus? Como temos tratado o sermão da montanha? Como temos tratado os ensinamentos contidos no evangelho de João (14,15,16,17)?

Precisamos entender que permanecer na videira, permanecer no Senhor, é fazer o que ele manda, é viver conforme ele determinou. Não existe outra condição, não existe outra regra, e nem talvez. Não estamos falando de perfeição e infalibilidade; mas estamos falando de santificação, de manifestar os frutos que são pertinentes a natureza divina. Estamos falando de morrer para nós mesmos, para os nossos desejos e para a nossa vontade; para viver plena e totalmente para o Senhor e o seu reino.

Quando permanecemos no Senhor e produzimos os frutos, então a natureza gloriosa do Pai se revela. Quando falamos que a glória de Deus há de encher a terra; não estamos falando de Deus se revelando sozinho; mas revelando através dos seus filhos, filhos que permancem no Senhor Jesus, e que obedecem o seus mandamentos. Obedecer os mandamentos do Senhor é expressão de amor, é expressão de confiança e de reconhecimento dele como Senhor.

Se obedecermos as palavras do Senhor e expressamos com todo o nosso ser o quanto amamos, se colocarmos o  nosso coração em servir, então revelaremos o quanto amamos o Senhor. Não existe outra condição. Quando amarmos, quando permanecermos nele, então compreenderemos os desejos e a vontade do Pai. Nos empenharemos para fazer e viver esta vontade, assim como o nosso Senhor Jesus. E por fazermos esta vontade, então tudo que pedirmos seremos atendidos, pois estaremos alinhados com o coração e a vontade de Deus. Por que estaremos alinhados e por que seremos atendidos? Porque morremos para nós mesmos e vivemos para o Senhor. Não existe outra condição de amor sem obediência.