Da passividade ao plano, do plano à ação

Quem fica esperando que o vento mude e que o tempo fique bom nunca plantará, nem colherá nada.” (Eclesiastes 11:4, NTLH). “Semeie de manhã e também de tarde porque você não sabe se todas as sementes crescerão bem, nem se uma crescerá melhor do que a outra.” (Eclesiastes 11:6, NTLH).

Esta é a essência entre o planejamento e a passividade. Entre não planejar e a passividade. Não importa, planejamento o que se irá fazer ou não planejando, embora, seja mais sábio, e conforme as palavras do Senhor, devemos sempre planejar. E planejar é o processo de avaliar se damos ou não damos conta, é avaliar os problemas e as barreiras que temos pela frente. É definir que caminhos seguir, que alternativas temos para cada problema; mas principalmente, é o reconhecimento do tamanho da obra, do que tem para ser feito e entregar tudo nas mãos de Deus, reconhecendo que ele é o executor de todas as coisas. E após planejar realizar, ou seja, colocar os pés nas águas na certeza que o mar há de se abrir.

Passividade é o oposto, é estar sempre esperando que a situação mude, que as coisas se alterem para que possamos fazer o que precisamos estar sempre fazendo. É esperarmos que as condições financeiras melhorem, que os nossos filhos cresçam, que alcancemos a independência financeira, que alcancemos a aposentadoria, que aprendamos mais. Quando fazemos assim, ou seja, quando esperamos que a situação se altere para podermos fazer a obra, então isso é passividade. É esperar que tudo esteja conforme queremos para que possamos fazer a obra de Deus. Nunca estará!!

Devemos plantar, devemos semear. Não é nossa função dar o crescimento, não é nossa função termos tudo conforme desejamos para que a obra cresça e floreça. O crescimento é de Deus. Se a semente irá produzir, ou não, não é nossa responsabilidade. Nossa responsabilidade é plantar, é regar, é cuidar. O crescimento, os frutos são resultados do operar de Deus. Não nos cabe julgar se o fruto é bom ou não; se a árvore é boa ou não. Isto é competência de Deus. A nós está incumbido o papel de semeador, de regador, de zelador do que Deus está fazendo.

Devemos e precisamos sair da passividade. Do aguardar que a situação melhore, que o tempo mude, que o sol brilhe para que possamos por os pés nas águas, e como os israelitas puderam ver o mar se abrir diante deles, nós também possamos. Assim é a obra de Deus. Devemos nos mover, devemos semear, na situação que estamos, com as limitações que temos, com as restrições que temos. A obra é de Deus, não é nossa. Quem vê os motivos do coração, quem vê os propósitos é o Senhor não nós.

O que nos está impedindo de fazer a obra de Deus? O que temos esperado para fazer o que Deus está pedindo a nós? Pessoas? Falta de conhecimento? Falta de ânimo? Preguiça? Descontentamento? Vamos rever o que temos feito? Vamos rever os nossos posicionamentos e nos colocar em ação no reino de Deus; preferencialmente planejando e preparando a obra que temos que realizar. E isso para que façamos com sabedoria, com discernimento, sabendo da luta que temos pela frente.

Tudo isso, tudo o que fizermos devemos fazer para o Senhor e glorificar o nome do Senhor. Tudo é para o Senhor, tudo tem origem nele, é por intermédio dele, e sempre, deve ser feito para ele. Somos filhos, instrumentos. Sejamos portanto, instrumentos úteis ao reino de Deus, e não instrumentos que nunca estão prontos para produzir e ser útil a o Senhor.