“Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel. Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência; para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a eqüidade; para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso.” (Provérbios 1:1-4, BEARA). “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino. ” (Provérbios 1:7, BEARA).
“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades. ” (Mateus 19:16-22, BEARA)
O que temos buscado? As nossas atitudes tem refletido os valores que acreditamos ter ou simplesmente não refletem os melhores valores, simplesmente bons valores? Nós temos nos enganado a nós mesmos entre o que acreditamos e o que de fato fazemos? Temos tido a mesma atitude do jovem rico? Acreditamos amar a Deus, mas fazemos o que Deus diz que deveríamos fazer? Ou estamos simplesmente fazendo as mesmas escolhas do jovem rico e gastando as nossas forças e energia na busca do que não tem valor? O Jovem amava a Deus? Não. Ele pensava que amava a Deus, ele achava que obedecia a todos os mandamentos. Mas, Jesus conhecendo o seu coração, confrontou-o com o aspecto mais importante da expressão do amor. Era ele capaz de dar os seus bens aos pobres? Era ele capaz de distribuir o que tinha com os outros? Não, ele não foi. Ele amava mais a riqueza que tinha que o próprio Deus. Ele não obedecia ao mandamento de amar ao próximo. Ele esmolava, provalvemente, mas não amava. Não praticava a justiça de Deus. O jovem escolheu bons valores, mas não os melhores valores para a sua vida, que seria escolher seguir o Senhor. E nós?
Dizemos e afirmamos que amamos a Deus. Cantamos e reforçamos o que dizemos. Mas temos sido imitadores de Deus como filhos amado? Como temos gasto o nosso tempo? Usamos o nosso trabalho, nossa família, os contatos que temos e fazemos, para expressar a nossa missão aqui nesta terra? Usamos as coisas deste mundo como um meio para realizar o propósito de Deus para as nossas vidas, ou simplesmente, vivemos e andamos no mundo como uma pessoa do mundo?
Que valores estão arraigados em nossos corações? O que temos escolhido refletem as melhores escolhas ou simplesmente boas escolhas? Dizemos que a família é importante, mas dispendemos tempo para ela? Dizemos que a obra de Deus, o reino de Deus é importante; mas temos gastado tempo com o reino em tudo o que estamos fazendo, ou nos nosso relacionamentos e nossas atividades esquecemos porque estamos aqui, quem somos e como devemos agir? Temos agido como filhos, distribuindo graça, misericórdia , bondade, compaixão; ou temos sido egoístas, corremos atrás dos nossos problemas, focamos em nossos objetivos e sonhos? Gastamos mais tempo em frente a uma televisão que junto com quem necessita de nós? São escolhas que fazemos; mas temos feito as melhores escolhas que nos levarão a cumprir o nosso propósito de vida, a nossa missão?
Como filhos, como herdeiros com Cristo, como nova criatura que recebemos da graça, de todo tipo de benção e dons, nós que possuimos natureza divina, herdada no novo nascimento; sim, nós que devemos ser imitadores de Deus, devemos em nossas ações, em nossas decisões, sempre pesar e refletir se as escolhas que estamos fazendo revelam os valores que proclamamos.