“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação. O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o Senhor, está o escaparmos da morte.” (Salmos 68:19-20, RA Strong). “Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. Senhor, não te detenhas!” (Salmos 70:5, RA Strong)
Não há outro, nem outro lugar que podemos ou devemos recorrer que não seja o Senhor. Ele é quem nos guarda, quem nos sustenta, quem nos alivia e nos propicia descanso para as nossas almas. Ele é o nosos provedor, nossa alegria e nossa paz. Mesmo em muita tribulação, mesmo em muitas lutas, o descanso, a mansidão somente procedem do trono de Deus. Pois ele nos dá o descanso e o conforto que a nossa alma tanto necessita. Mesmo que o corpo seja destruido, mesmo que tudo pereça, mesmo que percamos todas as coisas que temos; precisamos aprender a descansar no Deus de nossa salvação.
Quando o Senhor disse que era para largarmos o nosso fardo e pegarmos o seu, ele estava nos apresentando uma nova forma de viver. Ele nos trazia uma nova perspectiva de vida. Uma vida não mais baseada na carne, no pensamento humano; mas agora, na ótica e perspectiva de Deus, onde valores são alterados, onde prioridades são mudadas. Por que o fardo do Senhor é leve e o seu jugo é suave? Por que neles não existe a escravidão do pecado, a escravidão da nossa natureza humana, do desejo, ansiedade, busca e cobiça de alcançar as coisas somente para nós, para satisfazer o nosso ego. O nosso Deus nos apresenta a verdadeira razão de viver, o motivo de depender uns dos outro, a perspectiva da vida sobre a sua natureza.
Quando compreendemos isso, e temos o entendimento que é mais importante dar que receber, ajudar que ser ajudado, amar, honrar, abrir mão do que pensa e acha, é que compreendemos a verdadeira vida que está em Deus e que ele nos concede por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Quando entendemos a natureza e o princípio de vida contido em Deus, o nosso Deus, e o que nos ensina o Pai, o filho e o Espírito Santo, então, conseguimos entender a nossa condição de miserabilidade diante da sua face, e confessamos a nossa inteira dependência. Confiamos que ele é quem cuida de nós, que nos sustenta, quem nos dá vida e quem nos propicia o verdadeiro alívio e descanso para as nossas almas.
Não existe outro lugar, não existe em ninguém mais o buscar a vida, nem em nós mesmos, mas aprendemos com o Senhor, que para vivermos, para expermentarmos a verdadeira vida, precisamos morrer para nós mesmos, depositar aos pés da cruz o nosso fardo (nossas vidas, nossas ansiedades, nossas preocupações), e pegar o fardo do Senhor. Pois somente nele encontramos a verdadeira paz, alívio, descanso e salvação.
Aprendamos a olhar as coisas com os olhos do Senhor, com a sua natureza, que recebemos no novo nascimento. Mas para que esta vida flua em nós e através de nós, precisamos morrer para a nossa natureza e consumar na carne a obra que o nosso Deus fez em Cristo Jesus através da cruz, onde morremos com ele para este mundo e para nós mesmos.