Confiar no Senhor – nosso pastor

“O Senhor é o meu pastor: nada me faltará. Ele me faz descansar em pastos verdes e me leva a águas tranqüilas. O Senhor renova as minhas forças e me guia por caminhos certos, como ele mesmo prometeu. Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges.” (Salmos 23:1-4, NTLH).

Conhecemos o salmo 23, proclamamos em alta voz, cantamos, nos alegramos; mas quantos de nós temos este salmo com o entendimento correto e descansamos no Senhor, como sendo o nosso pastor, em quem confiamos e descansamos; mesmo na diversidade, na tribulação que nos assola?

O proposito do Senhor com relação as nossas vidas não tem outro que não seja aprendermos a confiar e a descansar nele. A vermos nele o nosso socorro, não somente na aflição e na dor que passamos; mas que o tenhamos com o nosso pastor, em quem confiamos, descansamos e depositamos as nossas vidas. É o desejo do Senhor que reconheçamos a nossa dependência. Tanto para o nosso viver diário, para o nosso sustento, para o nosso cuidado; como para a obra que Ele tem para realizarmos.

O Pai não quer simplesmente, como afoitos, como capacitados que nos achamos, saiamos a realizar sua obra com toda a dedicação, procurando o crescimento e o amadurecimento do rebanho. Ele deseja que aprendamos a descansar nele. A encontrarmos nele o nosso sustento e a nossa força. Depender do Senhor, confiar nele é o melhor que podemos aprender. Fácil? Não, nunca é fácil. Pois deixarmos de confiar em nós mesmos, no nosso braço, na nossa capacidade, no desejo ardente de ver resultado, no morrer para nós mesmos; tudo isso não é fácil para nós homens, porque esta é a luta da carne, querer mostrar, mesmo que de forma inconsciente. Outro fator que nos impede de confiarmos no Senhor é porque queremos ver os resultados de forma rápida, ver números, sermos exaltados e glorificados. Quando agimos assim, não compreendemos o que Paulo escreveu ao povo de Corinto quando fala que um planta, outro rega, mas o crescimento quem dá é o Senhor.

Precisamos entender que toda tribulação, todo momento difícil, ou seja, o “vale da sombra e da morte”, não tem outro objetivo que não seja, conhecermos ao Senhor, aprendermos a confiar nele, e buscarmos nele uma comunhão permanente, um relacionamento constante, uma comunhão em todo o tempo. É da vontade do Senhor, que aprendamos a viver em unidade, unidade com o Pai e como o Filho, unidade uns com os outros, uma interdependência entre todos, e não o realizar individual, o fazer sozinho. Deus não fala com um só, não se expressa através de um só; mas através do corpo.

Aprender esta dependência, aprender a confiar, aprender a descansar no Senhor, e a andar juntos com os irmãos é o que nos assegura que a obra do Senhor será realizada. Não como achamos ou pensamos, mas como Deus, o dono de toda obra, deseja. Para o nosso Deus o importante não é o resultado que damos; pois o resultado virá do crescimento que Ele dá. O seu desejo é que aprendamos a andar como filhos, como pessoas que receberam de sua natureza, que aprendem a descansar nele e a se mover com o ordenar do Espírito Santo.

Termos o Senhor como o nosso pastor, no momento de bonança como na tribulação, nos leva a viver e a andar em comunhão e na dependência do Senhor e uns dos outros, a andarmos como corpo e não como indivíduos. Não fomos feitos para andarmos sozinho, mas como membros de um corpo em dependência. Este é o proposito do Senhor; pois Ele é o pastor que cuida das suas ovelhas, somos instrumentos.