“O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? — diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?” (Malaquias 1:6, RA Strong). “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do Senhor é desprezível.” (Malaquias 1:7, RA Strong). “Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? — diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 1:8, RA Strong). “E dizeis ainda: Que canseira! E me desprezais, diz o Senhor dos Exércitos; vós ofereceis o dilacerado, e o coxo, e o enfermo; assim fazeis a oferta. Aceitaria eu isso da vossa mão? — diz o Senhor.” (Malaquias 1:13, RA Strong).
Esta é a pergunta que devemos sempre nos fazer, como sacerdotes, como nação santa, como povo de propriedade exclusiva de Deus: como estamos servindo ao Senhor? Servimos ao Senhor ou a homens? É o nosso coração íntegro e temos uma alma voluntária? Temos oferecido o nosso corpo, os nossos membros, o que somos para servir ao reino de que forma? Com o que sobra? Com os restos? E o que oferecemos do nosso tempo, nossas ações, nossas atitudes ainda assim são questionáveis? Tudo que fazemos, fazemos com restrição? Preguiça e má vontade?
Nós já não oferecemos animais diante do trono de Deus, não queimamos incenso; o nosso sacrifício em favor do reino de Deus que apresentamos são as nossas vidas. É tudo que somos. Devemos fazer com uma alma voluntária, com um coração sincero e íntegro, dando o melhor de nós. Estes são os sacrifícios que agradam a Deus; pois o que alegra o Senhor é um coração contrito, o reconhecimento de nossa dependência para tudo que temos ou que venhamos a fazer. Tudo que fizermos, se partir de nossa carne, de nossa capacitação, de nossos talentos; não são agradáveis a Deus. Nós devemos, como filhos, fazer morrer a carne, para que a vida do Espírito se revele através de nossos corpos mortais.
Não podemos oferecer o que sobra. Não podemos conceder a Deus o resto do nosso tempo. Os momentos que não temos nada para fazer. Precisamos aprender a primeiro servir e viver em favor do reino. Primeiro a vontade de Deus, seja no trabalho, em casa, sejam em nossos planos. Nenhum plano deveria ser estabelecido, nenhuma aquisição sem que primeiro sejam colocados diante do trono e obtermos a aprovação do Pai. Estamos no serviço não para termos um salário, mas para sermos testemunhas vivas, para revelarmos a transformação de Deus operada em nossas vidas. Estamos ali para servir, para revelar graça, misericórdia e bondade, para sermos diferentes. Nosso objetivo não é a promoção, mas sim, vidas. Vidas que sejam transformadas e alcançadas. Se tivermos uma promoção, seja Deus glorificado e aproveitemos as oportunidades. Estudamos não para termos uma profissão, para ganharmos dinheiro; mas para proclamarmos e revelarmos o reino de Deus onde estivermos.
Tudo que fizermos, a razão de todo o nosso viver, deve ser uma só, o reino de Deus. Qualquer coisa diferente disso, estamos oferecendo o que sobra, o resto. E isso não é o que filhos devem fazer. Precisamos rever, precisamos nos questionar, precisamos compreender o nosso papel na sociedade.
Devemos rever nossas atitudes, rever a nossa forma de pensar, rever o nosso comportamento e oferecer a Deus o melhor de nós: nossas vidas, para ser instrumento de revelação da sua graça neste mundo, e não o que sobrar.