Erguemos ídolos em nosso corações?

“Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,” (Filipenses 3:18-20, RA Strong)

Quando lemos esta palavra e no antigo testamento, encontramos uma passagem como essa: “Tal sucedeu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito; e temeram a outros deuses. Andaram nos estatutos das nações que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel e nos costumes estabelecidos pelos reis de Israel. Os filhos de Israel fizeram contra o Senhor, seu Deus, o que não era reto; edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde as atalaias dos vigias até à cidade fortificada. Levantaram para si colunas e postes-ídolos, em todos os altos outeiros e debaixo de todas as árvores frondosas. Queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações perversas para provocarem o Senhor à ira e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes tinha dito: Não fareis estas coisas.” (2 Reis 17:7-12, RA Strong).

Que loucura temos cometido em nossos dias conhecendo a graça e o amor maravilhoso de nossos Deus e mantemos como éramos? Quantas vezes somos advertidos sobre nossas atitudes? Quantas vezes refletimos sobre as ações que temos tomado e não jogamos fora, não enterramos o que não pertece a natureza de nosso Deus e continuamos em uma vida de pecado? Precisamos compreender a justiça de nosso Deus e a sua bondade. Através da lei não fomos e não somos capazes de agradar a Deus; pois através da mesma pudemos conhecer a nossa condição de pecador e transgressor da natureza divina.

Deus no seu amor e conhecendo a nossa limitação nos concedeu tudo para vivermos uma vida que lhe agrade, uma vida, onde Ele é a expressão máxima do amor, e nós, quando nos sujeitamos a cruz, podemos amá-lo com o amor que Dele recebemos. Podemos serví-lo na dependência completa do operar do seu realizar através de nossas vidas. Precisamos entender que não depende de nós o realizar, mas compete a nós fazermos morrer a natureza humana, os nossos desejos, nossa vontade e o nosso querer; para então, vivermos completamente para o Senhor, para o seu amor, para revelação da sua vontade, para sermos em nossas vidas expressão dele aqui nessa terra.

Mas se continuamos a viver como vivíamos, a manter os nossos ídolos, a erguer em nossos corações poste ídolos, a nos sujeitarmos a sua vontade a sermos escravos destes desejos e vontade, sujeitando-nos a eles; então não conhecemos o Senhor como ele deseja ser conhecido, não compreendemos a sua graça e o seu amor. Enquanto acharmos que temos que primeiro atender os nossos desejos egoístas, para depois; se sobrar tempo, ou oportunidade, atender o coração dos outros, as necessidades dos outros, ainda não experimentamos de Deus. Somente ouvimos falar desse Deus e da sua graça, mas ela ainda não foi realidade em nosso ser.

Enquanto não formos capazes de abrir mão do que somos, do que desejamos, do que temos, e vivermos isso de fato, não experimentaremos em nossas vidas da graça de Deus e do seu amor, e temos erguido ídolos em nossos corações e atrás dos quais temos corrido. Se não compreendermos o sentido de obras em favor de vidas, das ofertas e dízimos, do atender o aflito, do suprir a necessidade do carente, não compreendemos o amor de Deus. E não vivemos sua vontade plena para as nossas vidas.