“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.” (1 Coríntios 2:2-3, BEARA) “para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. ” (1 Coríntios 2:5, BEARA). “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado. ” (1 Coríntios 3:16-17, BEARA)
Por que queremos sempe fazer as coisas com base em nossa sabedoria, fundamentado no nosso conhecimento, e não aprendemos a depender do poder e da graça de Deus? Por que achamos que podemos fazer melhor que Deus? Ou que temos condições de fazer mais que Deus?
Paulo com todo o seu conhecimento, pela sua capacidade de argumentação e compreensão da vontade de Deus, poderia ter usado de excelentes recursos para convercer as pessoas, assim como normalmente procuramos fazer em nossos dias. Nós temos muitas vezes usados de subterfúgios, argumentações, prendemos-nos em aspectos de carências e necessidades, usando da sabedoria humana para querer trazer as pessoas para o nosso meio.
Demonstramos com essa atitude que temos vergonha da cruz. Falar de Cristo crucificado como sendo o poder de Deus é loucura, é insano e não leva as pessoas a reconciliação com Deus. Em nenhum momento da palavra de Deus vemos Pedro, Paulo ou qualquer outro apóstolo usar dos tipos de recursos que usamos. Muito pelo contrário, as suas mensagens foram sempre sobre arrependimento, sobre morrer com Cristo. Eles falavam desse poder de Deus. Poder capaz de renovar e dar vida ao homem. Precisamos parar que querer trazer as pessoas para o seio da igreja através de mensagens que não falam da cruz, e que não mencionam negar-se a si mesmo, de por a mão no arado, de seguir o mestre.
Ao negarmos em nossas mensagem a cruz, estamos trazendo pessoas que não se sujeitam ao senhorio de Cristo, que não querem viver segundo o que está no coração do Pai para aqueles que fazem parte do seu reino. Acham que importante é a salvação e que ela é o fim em si mesmo. E não compreendem que viver o reino de Deus, implica em morrer sempre para nós, nossos desejos, e assumir as responsabilidades de um cidadão do reino de Deus.
Precisamos entender que não fomos chamados para qualquer coisa. Não fomos chamados para viver de qualquer maneira. Somos cidadãos do reino de Deus, somos santuário, morada do único Deus. Como cidadãos do reino de Deus, andamos em sua presença. Deus não é algo distante, algo que somente responde quando clamamos, pelo contrário, Ele, como Jesus prometeu, estaria sempre conosco. Estar sempre, não quer dizer de vez em quando, ou somente aos domingos. O local onde nos reunimos não é o local da presença de Deus. Não é onde encontramos Deus. O prédio onde nos reunimos é o local onde encontramos os irmãos, é onde celebramos com alegria, louvores e expressamos a nossa gratidão.
Precisamos compreender que como santuário, não podemos continuar a viver da mesma maneira que vivíamos. Temos que mudar de atitude, temos que renovar a nossa mente, temos que compreender o nosso papel.
Precisamos ter o discernimento que não vivemos mais pela nossa força e capacidade; mas sim, somente pelo poder e pela graça de Deus que são derramadas em nossas vidas pelo Espírito Santo. Fomos chamados para sermos embaixadores de Deus, para cumprir a sua vontade no reino dos homens, e levar cada um ao conhecimento de Deus, não pelo poder e com base em conhecimento humano; mas sim pelo poder da cruz, pela dependência completa daquele que nos dá vida e nos capacita para a sua obra.