Acolher uns aos outros

“Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” (Romanos 15:1-2, RA Strong).  “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.” (Romanos 15:7, RA Strong)

Como carecemos de entendimento prático da vontade de Deus? Por que não compreendemos as atitudes simples que devemos ter uns para com os outros? O que tem norteado as nossas vidas?

Por que não conseguimos suportar a debiliade dos fracos? Por que só pensamos em agradar e a satisfazer os  nossos desejos vontades; mesmo que seja transparecido da vontade de Deus? Por que não somos capazes de abrir mão do que pensamos em favor do crescimento e amadurecimento do corpo? Por que não nos desarmamos, não dos despimos de nós mesmos para sermos capazes de acolher a todos, sem qualque restrição, regra ou condição?

Por que não somos capazes de ir até quem está precisando? Ou mesmo sendo rebelde? Por que achamos que as pessoas tem que vir até nós? Quanta sabedoria, quanto entendimento nos faltam!

As palavras de Paulo são simples, fáceis de entender, mas difíceis de serem realizadas quando vivemos para nós mesmos, ou quanto colocamos a vontade de Deus acima do próprio Deus dessa vontade. Damos mais importância ao que compreendemos, o que achamos que as pessoas devem ser. Precisamos respeitar, honrar, e conduzir em graça, misericórdia e bondade as vidas das pessoas a um processo de crescimento e amadurecimento para a glória e louvor do Seu nome, assim como Ele faz conosco.

Enquanto não vivermos de fato a morte para a nossa natureza humana, para os nossos pensamentos, para a nossa força, para os nossos desejos, de forma alguma seremos capazes de realizar a vontade de Deus do seu modo, no seu tempo. Acharemos sempre que Deus precisa de ajuda, que precisamos fazer as coisas acontecerem. Precisamos entender que não conseguimos mudar realidade, que não conseguimos realizar a obra de Deus da forma perfeita, da maneira que haja frutos e crescimento se não fizermos na condução do seu querer.

Acolher as pessoas, como Cristo nos acolhe, honrar, respeitar as limitações, ensiná-las, conduzí-las a um processo de crescimento é o nosso papel como líder, como cristão mais maduro. Precisamos compreender que todos nós somos pastores de vidas. Somos responsáveis uns pelos outros e pelo crescimento e amadurecimento dos membros do corpo. Não podemos impor, não podemos abandonar, não podemos usar de artifícios e recursos humanos para convencer as pessoas. Precisamos lutar com as armas que Deus nos concede e que são capazes de derrubar fortalezas e destruir sofismas.

Nossas vidas não podem ser vividas somente em teorias e conceitos que traduzem a vontade de Deus, precisamos, sim, em nossas atitude, em nossos gestos, nas nossas ações para com os membros do corpo truduzir o mesmo cuidado e zelo que o Senhor tem por cada um de nós.

Acolhamos a todos que nos cercam sem restrição, sem limitação, sem regra, sem condição. Façamos com atitude de amor, com atitude de quem deseja ver as pessoas crescerem e amadurecerem. Rejeitemos sim, tudo que seja contrário ao plano, vontade e querer de Deus, tudo que procede da mente e do  conhecimento humano como se fossem capazes de realizar a obra e cumprir a vontade de Deus, através de subterfúgios.