Perseverança – base para esperança

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. ” (Romanos 5:3-5, BEARA)

Como o processo de Deus é maravilhoso, como é grandioso ver o operar de Deus em nossas vidas, levando nos a uma vida de convicção, de fé que é agradável a Ele. No nosso caminhar é que podemos observar e compreender a forma de Deus operar. Como dia após dia, quando estamos dispostos a aprender e a crescer, a buscar uma vida madura e que agrada a Deus, é que compreendemos as tribulações, as dificuldades e os problemas que enfrentamos, nos ajudam a depender mais e mais do Pai.

Como sua promessa, que nada que nos aconteceria seria por acaso. Que todas as tribulações e dificuldades não estaríam acima de nossas forças, mas Ele sempre proveria o escape. Aprendemos nas dificuldades e nas necessidades a enxergar o operar e o ver seu livramento.

Por isso precisamos aprender diante das tribulações, diante das dificuldades a não olhar para o problema em si, a não passarmos a reclamar, a não nos colocar como “coitadinhos”; mas como dignos daquele momento para conhecermos mais, para aprendermos mais, para experimentarmos mais do livramento de Deus.

Quando na tribulação perserveramos, esta produzirá em nossas vidas experiências e a experiência nos levará a confiar e a descansar mais e mais no Senhor. Mas não só isso, nos ensinará sobre confiança, sobre descansar, sobre ter fé que Deus, o nosso Deus, não só nos ama, cuida de nós, mas como é aquele que provê o livramento, que nos sustenta e que nos concede tudo o que precisamos. Essa confiança nos leva a esperança, base de nossas vidas.

Perdemos o emprego! O que fazemos? Damos graça? Descansamos em Deus ou nos colocamos a reclamar, a lamentar, a nos acharmos a pior das pessoas? Ficamos quietos, ou partimos para buscar outra oportunidade de trabalho? Como agimos diante dessa situação?

Perdemos um membro da família! O que fazemos? Como vemos isso diante de Deus? Achamos que não somos merecedores de tal acontecimento? E se falamos de doença? De problemas com familiares? Rebeldia de filhos? Qual a nossa atitude? Que posicionamento tomamos?

Se tivermos o nosso carro, ou moto roubada? Qual a nossa atitude? Usamos tudo isso para crescer, confiar em Deus? Ou fazemos desses momentos um momento de lamúrias e reclamações, achando que estamos sendo punidos por Deus? Seria Deus tão mesquinho ao ponto de fazer isso porque deixamos de fazer alguma coisa. Isso é pensamento humano! Pois se fosse de nosso Deus, Ele nos destruiria, e não faria o que fez, que foi dar o seu filho para nos resgatar do pecado. Nós já não tínhamos jeito, já estávamos mortos, já estávamos separados de Deus; mas o que Ele fez, superabundou a graça, proveu o livramento, deu-nos a libertação do pecado. Será que um Deus que fez tudo isso, que sabe quantos fios de cabelo temos em nossa cabeça, seria tão mesquinho ao ponto de nos punir porque não oramos, porque não demos o dízimo, ou não fizemos qualquer outra coisa. Não, esse não é o Deus verdadeiro. E quanto pensamos assim, ainda não compreendemos o amor de Deus por nós.

Precisamos olhar a situação que estamos, o momento e a dificuldade que estamos passando não como um momento de punição, mas um momento de amor, um tempo onde o nosso Deus deseja que cresçamos e amadureçamos, que aprendamos a viver segundo o seu coração, segundo a sua vontade. A tribulação, a perserverança, nos leva a esperança. A esperança não nos confunde, pois é a certeza do amor de Deus, é a convicção daquilo que não vemos, mas algo concreto prometido e concedido por aquele que fez tudo por nós.