O que nos move?

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” (Rute 1:16-17, BEARA)

Quando olhamos a vida de Rute, questionamos o que moveu essa mulher a tomar essa decisão de seguir com a sua sogra? Tudo conspirava contra essa decisão! Nada fazia sentido! Por que ela acompanhou sua sogra na volta a terra de Israel?

Ela deixou a sua terra, sua parentela, seu ambiente seguro, sua cultura o seu deus, para ir com a sua sogra para um terra estranha, para o meio de um povo com uma cultura e valores totalmente diferentes daqueles com os quais estava acostumada. Não existe outra explicação a não ser o mover o Espírito de Deus que nos conduz ao encontro de sua vontade, do realizar o seu plano. Somente uma convicção muito grande, algo que brota do coração de Deus que nos move, mesmo que tudo pareça conspirar contra essa vontade. Mesmo que pareça não fazer qualquer sentido.

Rute, a moabita, foi a bisavó de Davi, conforme está escrito: “São estas, pois, as gerações de Perez: Perez gerou a Esrom, Esrom gerou a Rão, Rão gerou a Aminadabe, Aminadabe gerou a Naassom, Naassom gerou a Salmom, Salmom gerou a Boaz, Boaz gerou a Obede (filho de Rute), Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi. ” (Rute 4:18-22, BEARA).

São nessas, aparente pequenas coisas, uma simples decisão de acompanhar ou não acompanhar a sua sogra, de largar tudo para trás e enfrentar desafios que nos parecem tão grandes de transpor, tão impossíveis de se realizar que está o revelar da vontade e do querer de Deus. Recebemos, muitas vezes instruções, simples do Espírito, a intuição guiada pela vontade do Pai, que nos conduz a realizar a sua obra; mas nós, na maioria das vezes rejeitamos esta determinação. Nós a consideramos muitas vezes sem qualquer sentido ou razão de ser executada. Nós ao invés de ouvir e obedecer, questionamos, ou olhamos para o que temos que fazer, para “as nossas” coisas, para as urgências que nos são demandadas e não fazemos o que o Espirito do Senhor determina.

Quantas vezes fomos instruídos a fazer uma visita, a ligar para uma pessoa, a orar por alguém, ou mesmo a largar o que estamos fazendo para fazer outra coisa e nós, simplesmente refutamos a idéia, ou dizemos para nós mesmos, depois fazemos isso porque temos outras prioridades?

Nestas pequenas decisões estão o mover de Deus, o seu realizar. Tudo isso Ele faz para que não nos orgulhemos, para que compreendamos que a obra não é nossa, para que o realizar não seja segundo o que achamos ou pensamos, mas tudo de acordo com o seu querer.

Agora é fundamental compreendermos que somente obedeceremos a voz do Espírito quando, entendermos que precisamos morrer para nós, para os nosso desejos, para as nossas prioridades. Se não morrermos, se continuarmos a olhar para trás, a pensar que no mundo somos capazes de nos satifazer, então nunca seremos capazes de realizar o propósito de Deus e sua obra, como instrumentos em suas mãos. Pois, para ser instrumento, precisa haver confiança, precisa existir a certeza, a convicção que Deus nos ama e que tudo que nos ocorre, as situações, os momentos que vivemos, as escolhas que temos que fazer, tem a mão de nosso Deus, que fez tudo por nós, que deu o seu filho.

Sejamos como Rute. Façamos as escolhas que estejam alinhadas com o propósito e o querer de Deus. Ser instrumento, fazer parte da obra, é se dispor a cumprir o que o Espirito fala.