O que nos tem movido? No que temos focado? Qual é o nosso objetivo? Vivemos, nos esforçamos, nos dedicamos a realizar a vontade de Deus, ou nos prendemos ao Deus dessa vontade?
Essa última pergunta parece uma “pegadinha”? Correto? Não, não é. Mas simplemente para refletirmos; para pararmos um pouco, ou como se diz: “darmos um break” e refletirmos sobre as nossas ações e decisões.
Sabemos que a nossa comida, como foi com o Senhor Jesus, o nosso objetivo é viver para realizar a vontade do Pai. Não podemos nos deixar embaraçar, não podemos ficar presos, não podemos ter os nossos sonhos e desejos desse mundo nos dominar, impedindo nos de fazer e viver a vontade do Pai. Por isso, precisamos “por a mão no arado e não olhar para trás”, ou seja, devemos morrer para nós mesmos, para os nosso desejos, para vivermos a vontade e o querer de nosso Deus através de nossas vidas, como servos que têm alegria em servir ao seu Senhor.
Mas, também, não podemos nos transformar em escravos do entendimento da vontade de Deus, ao ponto de desprezarmos o tempo e o modo de Deus para realizar a sua vontade. O nosso coração, deve primeiramente estar voltado integralmente para o Pai, para serví-lo, honrá-lo e glorificar o seu nome. Nós existimos para realizar a sua vontade, o seu querer, para andar na sua presença e realizar o seu propósito através de nossas vidas nesse mundo. Mas devemos nos refletir sobre o ponto seguinte e nos fazer a pergunta: Estamos servindo a Deus e vivendo a sua vontade, ou estamos na realidade servindo a sua vontade e sendo escravos dessa vontade, desprezando o modo e o tempo de Deus? Como assim?
Vamos lembrar de alguns personagens da história, e que viveram para realizar o plano e o querer de Deus. Temos, por exemplo Abraão, Moisés e até mesmo Paulo. Alguns foram mais obstinados outros nem tanto, mas todos, como nós, muitas vezes esquecemos o que seja o mais importante, que é o nosso Deus, o viver para Ele, o viver para cumprir o seu querer do seu modo, no seu tempo e segundo o seu propósito.
Abraão recebeu a promessa de um filho, que teria um herdeiro. Mas o que Abraão fez? Resolveu com Sara a dar uma ajuda para Deus. Arrumaram um jeito de preparar um herdeiro para cumprir o plano de Deus. A vontade de Deus era que Abraão tivesse um herdeiro, mas era da vontade de Deus que ele resolvesse com Sara o problema de uma forma que estava fora do propósito de Deus? Não, não era. E com Moisés? Moisés não foi diferente de Abraão. Ele tinha entendimento da vontade de Deus, tanto que estava sendo preparado para isso. O que ele fez? Antecipou a vontade de Deus, querer realizá-la no seu tempo, no seu momento e não no tempo e nem da forma de Deus. Toma nas próprias mãos, e acaba cometendo um assassinato. O povo hebreu entendeu? Não, muito pelo contrário, o acusou e ele teve que fugir. Paulo foi diferente? Não não foi, ele compreendeu o seu ministério e o seu papel. Tanto que começou a desempenhar de imediato; mas não era o plano de Deus que ele começasse de imediato, tanto que teve que ir para Tarso e por lá ficou mais de 10 anos, até ser chamado para ajudar na igreja de Antioquia.
E nós? Quantas vezes compreendemos o chamado e o propósito de Deus para as nossas vidas, mas ao invés de esperar pelo tempo de Deus e nos preparar como Ele deseja, nós começamos “a mover os pauzinhos”, “a interferir”, “a dar um jeitinho” para que a vontade de Deus se realize no nosso tempo, do nosso modo e não da maneira de Deus. Podemos citar isso tanto para o ministério, tanto quanto para a nossa vida pessoal, para um casamento, etc.
Precisamos aprender a servir a Deus, servir a vontade dele, não da nossa forma, não no nosso tempo. Precisamos aprender a ouvir, compreender e nos sujeitar a Deus para realizar a sua vontade e não a querer a antecipar os planos de Deus. Saberemos o momento de Deus.