“Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.” (Gênesis 45:4-5, BEARA) “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” (Gênesis 45:8, BEARA).
Confiamos em Deus a ponto de ter toda a convicção, não depois que aconteceu; mas durante o acontecimento, durante a dificuldade que tudo que nos ocorre está dentro do plano de Deus e que tudo contribui para o seu propósito, para o realizar do seu reino e de seu querer? Como Paulo escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28, BEARA). Sabemos de fato? Reconhecemos que cada dificuldade, cada problema, cada situação que não planejamos, não desejamos, aconteceu para o nosso bem, para o bem do reino de Deus?
O que significa “confiança”? É um mesmo que uma segurança íntima, que procede do nosso interior, é uma convicção sem condição, sem restrição, é uma fé incondicional, é uma certeza sem restrição, chega a beirar a petulância, a arrogância, se não fosse com base em humildade (que é o reconhecimento total da dependência de Deus). Quando confiamos não duvidamos, quando confiamos não questionamos, não colocamos em dúvida e nem em cheque a verdade principal para os filhos de Deus: Ele nos ama e cuida de nós e deseja o melhor para nós, independente do que estejamos passando. Tudo que Ele tem é o melhor.
É fácil comprendermos o quanto determinadas situações nos levaram a um processo de amadurecimento e compreensão da vontade de Deus; mas durante o processo, geralmente é dificil. Mas o que nos falta? Nos falta o conhecimento do amor de Deus, a confiança em seu amor. Mas Deus em sua misericórdia, nos conduz nesse processo, de descansarmos nele, de aprendermos com Ele, aprendermos a amá-lo e a confiar no seu amor.
Pode ser fome, pode ser a perda de tudo que temos, pode ser a perda de pessoas que amamos, pode ser a falta de emprego. Precisamos compreender que nada disso ocorre por acaso. Deus não está preocupado com as coisas materiais, com os valores desse mundo. Ele deseja que aprendamos sobre os valore eternos, sobre as coisas do reino, por isso, tudo que nos ocorre, tem um só objetivo: o nosso crescimento, o nosso amadurecimento, o conhecer os valores eternos do reino de Deus, o conhecer mais o Pai, o nos submeter a Ele para o realizar de seu querer através de nossas vidas.
Precisamos entender que se a obra é de Deus, se é da vontade de Deus, tudo o que precisamos será provido, será dado e concedido pelo Pai. Precisamos entender que tudo, todas as coisas, tudo o que fazemos, tudo que somos, tudo que desejamos, tem de ter um só foco: “viver e cumprir a vontade do Pai. Ser instrumento para o seu reino e para o realizar da sua vontade”. Quando assim agimos, quando assim colocamos o nosso coração, não importam as dificuldades, não importam os problemas; pois Deus nos conhece e sabe do nosso desejo de serví-lo como instrumento útil. Por isso, Ele pode nos levar a onde quiser e da forma que quiser, desde que a sua vontade seja realizada em nossas vidas e através das nossas vidas. Mesmo que sejamos levados para longe dos que amamos, mesmo que sejamos presos, mesmos que sem culpa, sejemos acusados injustamente. Deus sabe de todas as coisas e aprendemos a confiar nele e que tem o melhor para nós.
Servir o Pai, cumprir a vontade do Pai, deve ser o nosso maior desejo e devemos ter a convicção que tudo que nos ocorre é para o nosso bem e para o crescimento do reino.