Por que ao compreendermos o papel que Deus tem para nós, ao termos entendimento do que seja a vontade do Senhor, muitas vezes nos pomos a fazer as coisas na nossa própria sabedoria e força? Isso não acontece só conosco; mas com qualquer um que tenha o desejo de servir a vontade e ao propósito de Deus. Isso aconteceu com Abraão e Sara que procuraram uma solução para a promessa de Deus. Como foi com Saulo, quando compreendeu o seu chamado e achava que seria uma boa testemunha entre os seus irmãos. Como foi com Moisés que foi capacitado em toda a sabedoria dos egípcios: “Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam.” (Atos 7:25, BEARA); mas o plano de Deus era diferente para Moisés: “Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia.” (Atos 7:30, BEARA).
Mas isso não aconteceu só com Moisés. Abraão teve o cumprimento da promessa quando não tinha mais condições física, para Deus revelar o seu poder. Saulo, teve que fugir e passar por um processo de capacitação. O seu chamado era para os gentios, não para o que ele achava somente.
Somos muito ansiosos, queremos fazer muitas vezes as coisas sem compreender o tempo e a capacitação que Deus quer nos conceder. Tempo de capacitação não é tempo de passividade; mas sim, tempo para preparar para aquilo que seja o chamado de Deus. Ele nos quer prontos para desempenharmos bem o trabalho que deseja a nós atribuir. Só não podemos sair fazendo as coisas porque Ele nos chamou para cumprir a sua vontade e propósito.
Precisamos entender o processo de Deus. Primeiro o chamado, o entendimento do que Ele quer fazer por nosso intermédio. Depois, o processo de capacitação, ou seja é o momento de preparar-nos. Nesse momento, iremos aprender a depender de Deus. Todo o processo tem um só objetivo: mostrar que Deus quer usar todos os nossos talentos, toda a nossa capacitação, mas não como queremos, não como desejamos e nem da forma como pensamos. Ele nos ensina a depender dele, e Ele irá determinar e nos mostrar como usar tudo o que somos para a glória do seu nome. Se nesse momento, nos colocamos a serviço, a fazer as coisas, normalmente fazemos na carne (na nossa natureza) e não no tempo e nem da forma como Deus deseja.
Por último, quando estamos preparados, Deus nos direciona para aquilo que ele deseja fazer. Pode ser como Moisés, ou como Saulo, o objetivo era o mesmo, levar as boas novas; mas não para os seus somente, como era o seu pensamento e sim, principalmente, para o mundo gentílico.
O moldar de Deus para nos preparar para a sua obra, pode ser um processo mais longo, ou mais curto, depende mais da nossa capacitade de entrega, de dependência, de reconhecermos que não temos condição de nós por nós mesmos fazer a obra de Deus. É nesse tempo que aprendemos a verdadeira humildade (dependência completa de Deus). Onde é lançado fora todo orgulho, toda arrogância, toda prepotência; para que haja somente um objetivo: o glorificar do nome de nosso Deus. Não processo de Deus não podemos criar subterfúgios, caminhos ou rotas alternativas para realizar sua vontade. É um momento de aprender sobre o tempo de Deus, a forma de Deus, o realizar de Deus.
Quando estivermos prontos, as portas se abrirão, a vontade de Deus se dará de forma normal, poderemos até a resistir como Moisés, mas Deus irá criar todas as condições para que a sua vontade seja realizada; porque nos dispusemos para o trabalho, para o seu desejo. Aprendermos a ouvir o Espirito, aprendermos a ter as nossas vidas guiadas pelo espírito e não por nossa natureza humana, é o passo mais importante no processo de Deus.