Sede sal – disponibilizar para o trabalho

Quando olhamos para o mundo o que vemos? Como olhamos e com que olhos vemos as pessoas? Temos o mesmo sentimento, temos a mesma visão que o Senhor Jesus? Nos compadecemos das pessoas? Ou, como todos, estamos a busca de satisfazer as nossas necessidades que brotam do desejo de nossa vontade?

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Mateus 9:35-38, BEARA)

Vemos pessoas aflitas? Pessoas sendentas por libertação? Por encontrar paz para as suas almas e que percorrem em um consumismo desenfreado, achando que é o ter mais, o ter a novidade é que os dará prazer? Ou nos compadecemos de fato dessas vidas e desejamos ardentemente que conheçam da verdade? Que experimentem o autor da vida?

Como vemos a multidão? Simplesmente como uma multidão, ou como uma seara que precisa ser colhida, onde os frutos já estão caindo de maduro? Quantos de nós já estivemos diante de uma plantação de arroz, ou de trigo, e que é o momento da colheita, onde os cachos estão prontos, precisam ser colhidos com urgência, pois se demorar muito, irá se perder?

Assim precisamos olhar o mundo, assim precisamos olhar para as pessoas, não como alguém que devemos desprezar e deixarem se perder em seus pecados, mas precisamos como trabalhadores, como pessoas que conhecem a verdade, como aqueles que experimentaram da verdadeira vida, levar vida. Mas para fazermos isso, precisamos nos disponibilizar para o Senhor, disponibilizar para que, como instrumento, Ele nos use para a sua própria glória, para o louvor do seu nome.

Precisamos olhar a multidão com compaixão, precisamos olhar para as pessoas como o Senhor as vê, para que nos coloquemos a disposição do nosso Pai, para que nos capacite e nos use da forma que for do seu agrado; para que haja crescimento e amadurecimento. E como os trabalhadore são poucos, devemos, não só nos disponibilizar, mas pedir, pedir ao Pai, que envie mais pessoas, mais pessoas que tenham compaixão pelas vidas, mais pessoas que se protificam em fazer a obra, mais pessoas que queiram se submeter a sua vontade e que queiram ser instrumentos úteis ao reino de Deus.

O que nos deve mover é a graça, o amor de Deus, sua compaixão, sua misericórdia, sua bondade. Por isso precisamos pedir, pedir que essas características de sua natureza, sejam reveladas através de nós e em nós. Somente quando manifestamos graça, amor, compaixão, bondade, misericórdia, perdão é que as pessoas poderão ter os seus olhos abertos para experimentar da vida que procede do trono de Deus.

Se amamos o Senhor, amamos as vidas como Ele as ama. Se queremos honrar o Senhor, devemos nos colocar em suas mãos para sermos seus instrumentos. Se queremos que sua vontade se cumpra aqui na terra, devemos colocar as nossas vidas em suas mãos para que a sua vontade se realize nesse mundo através de nós. Não temos outra alternativa, não temos outra decisão a tomar, a não ser nos disponibilizarmos para sermos trabalhadores úteis ao reino de Deus; pois só assim revelamos o amor de Deus, somente assim revelamos que conhecemos e experimentamos de Deus. Qualquer vida diferente dessa forma de viver não está alnhada com o querer e o desejo do Senhor.