Sede sal – imitai o mestre

Precisamos compreender o nosso mestre, o nosso Senhor Jesus. A ele precisamos imitar quanto ao objetivo de sua vinda. Quanto a atender a vontade do Pai e de forma alguma abrir mão dessa vontade, mesmo que pudesse fazer diferente. Mesmo com todo o seu poder, mesmo podendo conclamar a legiões de anjos para destruir àqueles que o estavam levando a cruz, Ele não o fez. Por que queremos no nosso dia a dia termos atitude diferente? Por que não confiamos em Deus nas coisas que Ele faz e como faz?

“Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. ” (Mateus 27:28-31, BEARA) “deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber.” (Mateus 27:34, BEARA). “Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!” (Mateus 27:39-40, BEARA). “De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.” (Mateus 27:41-43, BEARA) “E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele. ” (Mateus 27:44, BEARA).

Depois de tudo isso, qual foi a atitude de Jesus? O que foi que Jesus proclamou da cruz? Pai, destrua esses pecadores? Pai, mande um raio e acabe com todos? Ou mande fogo do céu?  Não, o que foi que Jesus falou? “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”.

E nós o que fazemos? Quando somos ofendidos? Quando somos magoados? Quando somos maltratados? Quando temos um chefe que nos pressiona? Quando o nosso companheiro ou companhaeira nos trai a confiança? Ou mesmo quando não confia em nós? Quando um irmão nos decepciona, o que fazemos?

Pedimos que o Pai lhes perdoe? Ou armazenamos em nosso coração o desejo de vingança? Quando não pedimos a Deus que nos livre de tais pessoas? Ou mesmo que as destrua, ou que percam o emprego? Quantas vezes desejamos o mal para as pessoas que nos ofendem, nos magoam, nos impedem de viver um vida tranquila e sem problema? Quantas vezes pedimos que Deus nos livre dessas situações?

Precisamos aprender que estamos aqui por causa desses momentos, estamos aqui para aprendermos da natureza de nosso Deus, e não só isso, mas todas essas situações nós vivemos para que Deus se revele através de nós e alcance a esse corações. Podemos agir de forma contrária a vontade de Deus, a sua natureza. Mas também, podemos ter a convicção se desejamos de todo o coração crescer, amadurecer e viver segundo o coração do Pai, Ele de forma alguma deixará que avancemos para o próximo passo, enquanto não passarmos com louvor nessa prova. Podemos errar muitas vezes, mas ele pacientemente irá nos conduzir no processo de amadurecimento e conhecimento da sua vontade. Precisaremos aprender a quebrantar diante da sua face e do seu querer, precisamos nos despir de nós mesmos e de nossas mascarás para que deixemos Deus realizar a sua obra em nós e através de nós.

Imitar o Senhor Jesus é fazer escolhas, é escolher entre a vida e a morte na cruz. É escolher entre agradar a nós mesmos ou a Deus. É escolher entre honrar as pessoas ou as nossas vidas. É escolher entre imitar o Senhor em seus atos ou não. O que temos escolhido, revela o Deus que dizemos conhecer?