Tudo provém de Deus

“Comerás, e te fartarás, e louvarás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu. Guarda-te não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão, que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem. Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.” (Deuteronômio 8:10-17, BEARA).

O quanto temos sido arrogantes em nosso coração e orgulhosos por acharmos que somos nós quem fazemos as coisas? Que são os nossos braços que nos trazem o resultado de nosso trabalho, seja na vida pessoal ou até mesmo na vida espiritual? Precisamos compreender que primeiramente, tudo é concedido por Deus, tudo provém da sua graça, e outra, nosso Deus não aceita nada que provém da carne ou que tenha origem no homem.

Ele nos disciplina, nos corrige para que compreendamos a sua natureza, a sua forma de agir e espera de nós que cresçamos espiritualmente, e deixemos de ser como crianças, como a filhos carnais, por isso, precisamos lembrar sempre: “Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus.” (Deuteronômio 8:5, BEARA).

O que o Senhor deseja de nós, o que Ele quer que aprendamos? O seu desejo é a reconhecermos que nós, por nós mesmos, não podemos e não somos nada. Tudo que fazemos, tudo que somos, tudo que recebemos é resultante de sua graça e não de nosso esforço. Humilhar perante o Senhor é reconhecer essa dependência, e saber que Ele é a nossa suficiência, Ele é tudo para nós. E deseja que aprendamos a andar como filhos, filhos que o amam e reconhecem essa dependência, por isso como falou ao povo de Israel, assim Ele nos fala em nossos dias, dias que vivemos debaixo da graça e não da lei: “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?” (Deuteronômio 10:12-13, BEARA).

Andar como o Senhor, ser filhos, viver segundo o coração do Pai, ser sua alegria, revelar a sua natureza é o andar segundo a sua vontade, é viver nessa total dependência, é ser como Jesus afirmou nas bem aventuranças: “bem aventurado os pobres de espírito”. Reconhecer que somos miseravelmente pobres, que não temos nada de bom, que não somos capazes de fazer nada que seja aceitável ao nosso Deus, e que dependemos inteiramente dele. Sermos capazes de se humilhar, de reconhecer que dele provém todas as coisas, assim como o Senhor Jesus fez em nosso favor, que foi aceitar a forma de homem, esvaziar-se de si mesmo, também, devemos ter a mesma atitude. Devemos esvaziar de nós mesmos, de nossa arrogância, de achar que podemos, de achar que temos que fazer as coisas; mas aprendermos a viver no espírito, a andar segundo as determinações do Espírito Santo.

Quando andamos segundo o Espírito, quando vivemos uma vida no espírito o orgulho, a arrogância não tem lugar em nossas vidas, mas sim, um inteiro depender do Senhor.  Assim que nós, filhos de Deus, devemos viver para a a alegria de nosso Pai e de nosso Senhor Jesus.