Inversão de valores

O que é o melhor para nós? Paulo escreveu aos romanos: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28, BEARA). Mas qual a nossa expectativa do que seja o melhor e para o nosso bem? Sabemos e confiamos no amor de Deus, sabemos que Ele é nosso Pai, que cuida de nós e que tem o melhor para nós; mas o que é o melhor para nós? O que esperamos? O que esperamos está alinhado com o melhor de Deus para nós?

Precisamos responder a essa pergunta; pois se o nosso coração é semelhante a de uma criança que não compreende a vontade de seu pai, nós, também, não compreenderemos a vontade do Pai para as nossas vidas e porque o que recebemos ou passamos é o melhor para nós. Quando crianças, muitas vezes não compreendíamos a negação de nossos pais para os nossos desejos, mas depois que nos tornamos adultos, depois que nos tornamos pais, passamos a compreender as coisas, e passamos a entender que nem sempre damos as coisas a nossos filhos, não porque não queremos; mas porque nem sempre é o melhor para eles. Assim é o nosso Deus. Ele nos ama e quer o melhor do que Ele é, do seu reino e da sua natureza para as nossas vidas. Ele deseja que amadureçamos para viver de forma plena o seu reino. Não podemos viver no reino de Deus, com os mesmos valores e pensamentos que temos no mundo.

Por isso Jesus disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” (João 6:27, BEARA). E jesus nos dá o exemplo de como filhos devemos viver e andar nesse mundo: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” (João 6:38, BEARA). Não temos outra razão, não temos outra forma a não ser, viver segundo o coração de Deus. Podemos não entender, podemos não compreender; mas precisamos aceitar, que tudo que nos acontece, tudo que passamos, tem um único propósito, nos levar a viver de forma plena a vontade de Deus; se essa é a nossa vontade e desejo.

Precisamos compreender que viver o reino de Deus, não é valorizar a carne, não é atender os desejos da carne, não é buscar a sua satifação, pois o que provém da carne nada é aproveitado no reino de Deus, como o Senhor disse: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6:63, BEARA)

O que é melhor para nós no mundo? Não é o recebermos glória? Não é o viver de forma abastada? Não é o sermos elogiados e reconhecidos onde estivermos? Não é termos do bom e do melhor? Não é termos tudo do último modelo disponível no mercado; pois é sinônimo de sucesso? Não aprendemos no mundo que devemos buscar os nossos interesses e que os interesses dos outros é um problema deles? Não aprendemos que só fazemos algo se formos ter lucro, ou se formos colher algo proveitosos para nós?

E no reino de Deus, são esses os mesmos valores? Sabemos que não. Temos consciência dos valores do reino quando lemos o sermão da montanha no evangelho de Mateus, do capítulo cinco (5) até o sete (7).

Precisamos aprender a viver nossa vida, nesse mundo, não como pessoas desse mundo; mas pessoas do reino de Deus que estão aprendendo a viver o reino de Deus, hoje, aqui nessa terra, em um ambiente hostil, como foi para o nosso mestre e Senhor.

Para vivermos o reino de Deus, para conhecermos a vontade do Pai, precisamos fazer uma inversão de valores, e somente fazemos isso, passando por um processo de aprendizagem onde respondemos de forma positiva aos valores do reino, confiando em Deus e no seu amor.