“E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus.” (Lucas 22:15-16, BEARA)
Que atitude diferente podemos ter para com o Senhor? Como podemos ficar apático a tão grande amor? Somente um amor tão grande, tão fora da nossa capacidade de nosso entendimento que pode mover alguém em favor de quem não merece. Como temos que aprender com as atitudes de nosso Senhor Jesus Cristo!
Ele nesse momento, que para nós seria o de maior angústia, maior pressão, se expressa de forma tão intensa ao dizer que aquela ceia (o momento que antecede o seu sofrimento, sofrimento que ele, durante o seu tempo no jardim, orando ao Pai, pede para se possível ser aliviado) diz que desejava ansiosamente. Quantos de nós seríamos capazes cientes do sofrimento que iríamos passar, dizer e trazer uma palavra tão intensa de ensinamento aos seus discípulos como foi no momento da ceia.
Jesus não só foi capaz de se colocar acima de todo o sentimento e razão humana, como foi capaz de expressar o seu amor, seu perdão a todos os seus discípulos; pois confiava naquele que pode sustentar todas as coisas. Ele sabia que os seus discípulos o abandonariam, que um dos que estava naquela ceia, que Ele ansiosamente desejava, iria traí-lo.
Mas durante essa ceia, ele fala coisas ternas, coisas que ficam e falam fundo ao nosso ser, a nossa alma. Fala do amor do Pai, do desejo de sermos um, do desejo de estarmos fixados a videira, pois somente nela teríamos vida.
Jesus não reclamou, não criticou, não se exasperou com aqueles que não tinham entendido sua mensagem e o seu ensinamento. São nessas coisas que precisamos compreender e entender a atitude que devemos ter para com todos os que nos cercam. Não só com as pessoas; mas precisamos mudar a nossa própria atitude, o nosso próprio comportamento e posicionamento perante o nosso Deus.
Como podemos ficar impassíveis? Como podemos continuar a pensar em nós mesmos, nos nossos desejos e nossos sonhos? Precisamos deixar de ser crianças espirituais. Precisamos parar de pensar em nós mesmos, devemos sim, viver conforme a natureza, o poder e a autoridade que recebemos do alto. Nós não fomos chamados para tratar dos nossos interesses, assim como o nosso Deus nos deixou exemplo, precisamos parar de ver as nossas necessidades e compreender o que o Pai deseja de nós. Assim como Jesus, sabia que tinha vindo para aquela hora, nós precisamos compreender o nosso papel, a razão de continuarmos a andar nessa terra como cidadãos do reino de Deus.
Precisamos olhar a seara, os campos desse mundo, precisamos ver as necessidades das pessoas, compreender que como filhos, somos instrumentos, vasos de Deus, para que Ele alcance a todas as pessoas, para que a sua graça e o seu amor alcance a todas as vidas. Precisamos, como Pedro, nos tornar pescadores de homens, precisamos nos dispor nas mãos de Deus para que ele nos capacite para a sua obra, para que nós sejamos o instrumento para ir. Ir e cumprir a vontade de Deus. Precisamos ter a mesma atitude de Isaías: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8, BEARA).
Estamos dispostos a nos colocar para realizar a vontade e reconhecer o grande amor que o Senhor tem por nós? Fazer não para alcançar algo, não para mostrar algo, mas simplesmente para ser expresão desse amor tão intenso, tão grande, tão sem limite por cada um que precisa ser alcançado?. Devemos revelar esse amor e cumprir a vontade do Senhor.