O que faz um cristão ser diferente de um cristão religioso? Posso eu frequentar uma igreja, estar em todos os cultos e ainda não conhecer o verdadeiro Deus e a verdadeira liberdade concedida em Cristo Jesus?
A única forma que temos é pelos frutos que revelamos. Os nossos frutos dizem quem somos e a quem pertencemos. Como João Batista, que antecedeu Jesus, e pregava batismo de arrependimento afirmou: “Dizia ele, pois, às multidões que saíam para serem batizadas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer? Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo. ” (Lucas 3:7-14, BEARA). “disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. ” (Lucas 3:16-17, BEARA).
Não são nossas origem, não são nossos antepassados que nos justificam e que nos fazem mais ou menos Cristão. Precisamos lembrar que o que nos torna verdadeiros cristãos é estarmos preso a verdadeira oliveira, o Senhor Jesus, quem está nele, tem a vida, quem nasceu de novo, experimenta a verdadeira comunhão com o Pai e com o Filho.
Não adianta fazermos coisas, não adianta querermos ser excelentes obreiros e fazer a obra do reino de Deus, levando a toda a criatura a mensagem do evangelho. Precisamos, sim, fazer morrer a natureza humana. Precisamos morrer para nós, precisamos viver a cruz, morrendo para a nosa vontade e nosso desejo, para vivermos segundo a nova natureza que recebemos em Cristo Jesus, de nosso Deus.
Quando arrependidos, confessamos os nossos pecados. E arrepender significa mudar de atitude, mudar de direção, não fazer mais o que fazia, mas viver agora segundo um novo princípio. Ao confessarmos os nossos pecados, ao reconhecermos que não podemos nada diante da graça e do amor de Deus. Que nós por nós mesmos não podemos fazer nada que agrade a Deus, e entregamos as nossas vidas nas mãos do Senhor, recebendo dele a restauração; então, nascemos de novo. Ao nascermos de novo, temos o nosso espírito reabilitado à comunhão com Deus, através do Espírito Santo que nos é enviado, para fazer em nós morada, para nos ensinar toda a vontade de Deus e para nos conduzir em um processo de amadurecimento que nos conduz a sermos semelhantes a Jesus.
Quando compreendemos que esse é o princípio de vida, e que não existe vida, fora da cruz, cruz que tomamos todos os dias, declarando a nossa morte, para que a vida do Senhor flua através de nós. Nessa atitude de mudança, abandonamos toda a prática que tínhamos anteriormente no mundo. Deixamos de viver como vivíamos, porque abandonamos as velhas práticas, nós fazemos morrer a natureza humana, para vivermos agora em novidade de vida. Vida que recebemos de Deus que nos concedeu a sua natureza. E nesse novo nascimento somos enxertados à videira verdadeira para vivermos uma vida de arrependimento.