“O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus 10:24-25, BEARA)
A pergunta que devemos nos fazer: por que queremos ser melhores que o nosso Senhor? Ou achamos que merecemos mais benesses (lucro gratuíto) e recompensas e uma vida tranquila que o nosso mestre?
Quando compreenderemos o reino de Deus e os princípios que o norteiam? Por que achamos que somos melhores que nosso Deus? Ou mesmo nos consideramos mais sábios que Ele?
Quando achamos que não somos bem tratados, ou que não nos respeitam, ou que não nos dão o devido valor, ou quando ficamos magoados por nos tratarem mal, ou quando somos ofendidos; ainda não entendemos quem somos e nem os fundamentos do reino de Deus e nem entendemos a libertação que nos foi propiciada por Cristo na Cruz.
Como queremos viver o reino de Deus? Sendo servidos? Sendo considerado importantes? Querendo ter as pessoas a nossa volta e nos servindo?
Ou tudo o que vamos fazer ou que fazemos, primeiro analisamos o que vamos ganhar com isso? Se não formos ganhar nada, então não nos propusemos a fazer, sempre nos omitimos ou fugimos.
Todos esses sentimentos, todas essas atitudes são originárias do velho homem, da natureza humana, e não tem nada a ver com o reino de Deus e os seu fundamento. No mundo o que importa é o nosso orgulho, a nossa arrogância, a nossa capacidade de manter as pessoas nos servindo e com foco em nós. Se não somos bem sucedidos (e bem sucedido quer dizer, ter dinheiro, ter o melhor carro, ter a melhor casa, morar no melhor bairro), nos frustramos. Todas essas coisas não tem nada a ver com o reino de Deus.
Quando temos essas atitudes estamos sendo crianças espirituais, estamos sendo cristão carnais, como Paulo escreveu aos coríntios. Precisamos, compreender o que Deus espera de nós. Precisamos entender a obra da cruz. A cruz existe não para dar vazão a carne, não para restaurar a carne, não para dar vida ao homem. A cruz existe, e Cristo padeceu na mesma, para que nós, juntamente com Ele, morrêssemos. Nela nós temos que morrer para tudo que seja da natureza humana (carne). Não é questão de sermos bonzinhos, não é questão de fazermos boas obras, pois até mesmo essas coisas, se são feitas na carne, serão queimadas diante de Deus.
Como Cristo, nosso mestre e Senhor, precisamos e temos que seguir o seu exemplo. Devemos abrir mão do que somos, de nossos desejos e nossos sonhos, precisamos aprender a morrer para carne, e entregar a nossa vida a direção de nosso espírito que foi vivificado em Cristo Jesus. É através de nosso espírito, ressurreto, que conhecessmos a vontade do Pai, pois é atravé dele que o Espírito Santo nos ensina, nos guia em toda a vontade do Pai.
Mas, aprenderemos, e desejaremos de todo o coração, novo coração nascido em Cristo, quando colocamos toda a carne, todo o desejo na cruz, morrendo para nós mesmos. Essa atitude é realizada todos os dias, a todo o momento, quando qualquer coisa da natureza humana quer se manifestar. Precisamos lembrar sempre: morremos na cruz, morremos para o pecado, morremos para os desejos de nossa carne, para viver a vontade de Cristo, nosso Senhor, para honrá-lo e glorificá-lo em toda e qualquer situação. E vamos viver como ele viveu, abrindo mão do que somos, do que desejamos para vivermos plenamente o seu desejo. Seguiremos o nosso mestre, e nos portaremos como ele.