O que nos faz diferentes em relação ao mundo e ao seu pensamento? Por que temos vergonha de servir? Por que rejeitamos a idéia de servir aos outros?
Não adianta queremos viver o reino de Deus, viver toda a sua justiça, da mesma maneira que vivívamos no mundo. Não adianta queremos trazer os princípios humanos, os valores humanos e achar que os mesmos são aplicáveis ao reino de Deus.
Comparo o reino de Deus (numa visão simplista) a minha experiência de vida, resultante de mudanças de cidade, sair de um lugar para outro, em nosso pais. Em cada nova cidade existe uma cultura diferente, valores diferentes, comportamentos e atitudes diferentes. Se ao nos mudarmos de um lugar para outro, quiséssemos viver da mesma forma que vivíamos na cidade anterior, de forma alguma ficaríamos felizes e experimentaríamos o melhor daquele lugar. Não adianta eu querer viver em Uberlândia da mesma maneira que vivia no Rio, ou viver no Rio da mesma maneira que vivia em Brasilia, ou Petrópolis, ou São Paulo. Se tentássemos estaríamos frustrados e infelizes com o novo lugar.
Com o reino de Deus a idéia é a mesma, mas com valores e motivações muito diferentes, e com importância muito maior. Seria o mesmo que o povo de Israel fez quando saiu do Egito, ficaram olhando para trás, para o que perderam, para o que tinham, e não para frente, para o que iam receber, para as promessas. Nós no reino de Deus é da mesma forma. Não adianta querer viver o reino de Deus segundo as mesmas regras e valores que são importantes no reino de satanás, o princípe deste mundo. O pensamento do mundo não é compatível com o pensamento de Deus.
Para vivermos intensamente o reino de Deus, devemos nos esquecer do que tínhamos, do que era, e olharmos para os valores, princípios que norteiam o novo reino que vivemos. Olhar o Pai, olhar nosso Senhor Jesus, olhar Espíritio Santo, seus papéis, atitudes e como fazem as coisas. É no exemplo dado por eles que compreenderemos o reino de Deus.
Amar, mesmo quando é amaldiçoado, maltratado, humilhado. Interceder, pedindo perdão pelas vidas, quando o estão crucificando. Oferecer-se em favor dos outros, mesmo sem qualquer merecimento. Dar a vida, abrir mão do que é para que houvesse restauração. Servir, ser tratado como o pior dos homens, sendo Deus. Tudo isso por amor. Vir e fazer em nós morada, conhecendo nossas limitações, nossa carnalidade, nossa incapacidade de compreender coisas básicas, somente por amor, somente por desejar que experimentemos do melhor do reino de Deus. Quando Jesus inverteu toda a cadei, colocou os maiores, como os menores, quando ensinou o que é amar, é porque deseja que conheçamos o melhor do reino de Deus, quando ele afirmou: “Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. ” (Marcos 10:42-45, BEARA). “E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.” (Marcos 9:35-36, BEARA)
Quermos fazer diferença? Queremos revelar Deus? Queremos que a glória dele encha toda a terra? Então sejamos sal, um bom sal, pois: “Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros.” (Marcos 9:50, BEARA) . Sejamos os maiores no reino de Deus e sirvamos como o nosso Deus serviu em nosso favor, deixando-nos exemplo para seguir. E devemos sempre lembrar: não existe vida, se não houver morte, não existe morte, se não fizermos morrer a carne.