Recebemos o Espirito de Deus

Quando vamos amadurecer e compreender quem somos? Por que estamos aqui e como devemos nos portar?

Nós nos auto-denominamos de cristãos, de filhos de Deus, declaramos que temos a salvação, que conhecemos e vivemos com Deus; mas em nossas atitudes não revelamos quem somos, não manifestamos os frutos que devemos revelar como filhos que declaramos ser e vivemos nesse mundo da mesma forma que vivíamos antes de nos “convertermos”.

Onde temos falhado? Onde não temos aprendido e compreendido a obra de Deus, o seu plano e sabedoria dispensada a nós? Como filhos devemos revelar a mesma natureza daquele que nos gerou, ou seja, graça, misericórdia, bondade, perseverança, paciência, amor para com “todas” as vidas, e não para com “todos” que achamos merecedores. Temos nos desviado da graça e do propósito de Deus para nós, quando focamos no que não é eterno, nos nosso valores e não nos valores de Deus, quando falamos de moralidade, mas não falamos e não vivemos em nossas atitudes a justiça de Deus.

Deus nos concedeu do seu Espírito para compreendermos a sua vontade, como está escrito: “Não foi o espírito deste mundo que nós recebemos, mas o Espírito mandado por Deus, para que possamos entender tudo o que Deus nos tem dado.” (1 Coríntios 2:12, NTLH). E precisamos entender que como filhos, fomos feitos templo de Deus: “Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês. Assim, se alguém destruir o templo de Deus, Deus destruirá essa pessoa. Pois o templo de Deus é santo, e vocês são o seu templo.” (1 Coríntios 3:16-17, NTLH). Nós entendemos essas coisas, nós temos o conhecimento desse fato maravilho, nós compreendemo, como está na carta aos romanos, que morremos para o pecado, que o pecado não tem domínio sobre nós e como está escrito na segunda carta de Pedro, que recebemos tudo que necessitamos para viver como agrada a Deus; mas por que não vivemos segundo o coração de Deus?

Nossa vida espiritual é comparada a nossa vida neste corpo, nascemos, somos bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Para cada etapa da vida, devemos ambandonar as práticas do estágio anterior e assumir novas responsabilidades e novas atitude. O mesmo ocorre quando somos adultos, quando somos solteiros, casados e depois casados com filhos, e então avós.  Se queremos viver a vida de casal como vivíamos a de solteiro, temos a garantia total que o casamento fracassará, e depois, quando vem os filhos, se desejamos viver como quando éramos somente o casal, também será a destruição do relacionamento.

Na vida espiritual guardamos muita semelhança, e precisamos viver cada passo do processo para o nosso crescimento, Paulo escreveu de forma interessante aos corítios, quando diz: “Na verdade, irmãos, eu não pude falar com vocês como costumo fazer com as pessoas que têm o Espírito de Deus. Tive de falar com vocês como se vocês fossem pessoas do mundo, como se fossem crianças na fé cristã. Tive de alimentá-los com leite e não com comida forte, pois vocês não estavam prontos para isso. E ainda não estão prontos, porque vivem como se fossem pessoas deste mundo. Quando existem ciumeiras e brigas entre vocês, será que isso não prova que vocês são pessoas deste mundo e fazem o que todos fazem?” (1 Coríntios 3:1-3, NTLH)

Morrermos para o mundo é o primeiro passo, deixar de pensar como no mundo e nos seus valores, também, viver a vida espiritual com os mesmos pensamentos que tínhamos, com os mesmos planos, não nos levará ao crescimento e a geração de filhos como é o propósito de Deus. Se desejamos gerar filhos, fazer discípulos, precisamos entender que recebemos o Espírito de Deus, que nos ensina cada passo e usa pessoas para nos conduzir, mas temos que abandonar o que fazíamos na etapa anterior para sermos vaso para honra de Deus.

Somente existirá o crescimento, somente amadureceremos quando desejarmos, ardentemente viver como filhos maduros, quando desejarmos ser frutuosos para o reino de Deus, quando desejarmos as coisas espirituais em detrimento das coisas desses mundo, quando acharmos que ganhar vidas, fazer discípulos são mais importante que a casa nova, o carro novo, a roupa nova, a aparência. Como seres humanos, nós somente amadurecemos quando desejamos ardentemente crescer, pois quando isso não acontece, temos o que é conhecido como “complexo de peter pan”. Na vida espiritual é semelhante, se não desejarmos o crescimento, se não desejarmos gerar filhos e fazer discípulos, então, de forma alguma cresceremos. Mas seremos como crianças espirituais, onde não adianta falarmos de coisas espirituais, pois não serão absorvidas e transformadas em atitudes que glorificam o reino de Deus.

Recebemos o Espírito de Deus, não foi simplesmente para proclamarmos que somos templo, que conhecemos a Deus, mas para crescermos, para conhecermos o coração de Deus e assim, como em um processso de crescimento e amadurecimento, abandonemos as práticas passadas e adotemos aquelas que o Espirito nos tem ensinado e nos falado. Como filhos precisamos revelar quem é o nosso Deus através de nossas atitudes. Precisamos aprender a deixar de dar valor as coisas menos importante em favor das que são realmente importantes, sejam coisas desse mundo, sejam até mesmo no mundo espíritual para o qual fomos chamados. Não podemos nos deixar “deslumbrar” pela manifestação dos dons, pois ele não são importante no reino espiritual, eles são, sim, importantes, para o crescimento, amadurecimento das pessoas. O que é eterno, o que dura é o amor, a revelação da justiça de Deus através de nossas vidas como instrumentos para a sua glória.