A pergunta que sempre me faço e que acho que todos nós nos fazemos: Por que não ajo segundo as escrituras? Por que não sou capaz de cumprir a palavra que o Senhor falou, se é tão simples? Penso que muitas vezes faço assim é porque ainda não reconheci que morri para mim mesmo, porque quero sempre estar certo, porque em meu coração a idéia de não fazer conforme o que quero ou desejo é algo inconcebível. Por que sou capaz de ver os defeitos nos outros, mas não tenho a habilidade de ver os mesmos defeitos em mim? A pergunta que muitas vezes que tenho me feito é: “o quanto estou cego para a minha realidade?”, será que me acho suficientemente rico e abastado e não consigo enxergar que sou pobre, estou cego e nu, como Jesus falou a igreja de Laodicéia?
Crítico os outros, mas não vejo o tamanho dos meus defeitos. As pessoas pedem e eu não dou, porque não acho justo dar as mesmas; mas o que é justiça? A minha ou a de Deus?
Transformar o evangelho do Senhor, seus ensinamentos de teoria em prática é o meu maior desejo, mas como conseguir isso, se não consigo enxergar a minha própria condição de miserabilidade diante de tanta graça e tanto amor que nos é concedido pelo Pai?
Tenho aprendido que Deus me fala de várias formas e usa os seus instrumentos, sim, instrumentos incompletos, cheios de defeito, que falham; mas Ele usa cada pessoa que está a minha volta para falar-me da sua graça e do seu amor, e o que preciso é estar preparado para ouvir e desejar cumprir e fazer a sua vontade, como Paulo nos ensina e no fala em suas cartas: “Nós que somos fortes na fé devemos ajudar os fracos a carregarem as suas cargas e não devemos agradar a nós mesmos.” (Romanos 15:1, NTLH), “Pelo contrário, cada um de nós deve agradar o seu irmão, para o bem dele, a fim de que ele cresça na fé.” (Romanos 15:2, NTLH) e isso, “Porque tudo o que está nas Escrituras foi escrito para nos ensinar, a fim de que tenhamos esperança por meio da paciência e da coragem que as Escrituras nos dão.” (Romanos 15:4, NTLH). Sei que preciso compreender cada vez mais sobre paciência, sobre coragem e mansidão e que nas escrituras e através do exemplo das vidas que me cercam aprendo a viver no descanso de Deus, sendo perseverante na obra, por isso preciso aprender a viver bem com todas as pessoas, como Paulo orou: “Que Deus, que é quem dá paciência e coragem, ajude vocês a viverem bem uns com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus!” (Romanos 15:5, NTLH).
Mas como viver bem com as pessoas que me cercam? Como receber de Deu as coisas que Ele deseja ensinar e ser um instrumento dele para ajudar os que estão a minha volta e levá-las ao crescimento? Somente seguindo o que está escrito na carta aos romanos: “Portanto, aceitem uns aos outros para a glória de Deus, assim como Cristo aceitou vocês.” (Romanos 15:7, NTLH).
Tenho entendimento que devo fazer isso, que devo aceitar as pessoas como Cristo me aceitou, cheio de defeitos, cheio de falhas, arrogante, pretencioso, mas que tem transformado, tem levado-me a um processo de crescimento, amadurecimento e santificação para a glória do seu nome. Assim, devo enxergar as pessoas, e aceitá-las. Saber e sempre lembrar que a obra não está pronta, mas Deus está operando e assim como Ele está em mim, também, está na vida daqueles que me cercam.
Reconhecer a misericórdia de Deus, sua graça operando em minha vida, reconhecendo a minha condição de miseravelmente pobre diante de Deus, me leva a compreender e aceitar as pessoas como são, e ser um instrumento de Deus para ajudá-las no processo de crescimento, com muita paciência e perseverança, lembrando sempre que sou tão cabeça dura quanto as pessoas com quem tenho convivido; mas preciso não esquecer desse detalhe, e ser manso, lembrando sempre que a obra é de Deus. Quem opera é Deus, não eu.