Ser aceito por Deus

Como temos buscado a aceitação de Deus? Temos feito isso na nossa própria força e determinação ou temos dependido da graça, do operar e aprendido a descansar em Deus? Compreendemos a salvação pela graça, mas entendemos, também que as nossas vidas devem ser vividas na graça de Deus? Ou queremos conduzir na força de nossa inteligência? Compreendemos o que seja honrar uns aos outros? Respeitar a debilidade dos fracos? Honrar as pessoas que pensam diferente de nós? Compreendemos que a obra é de Deus, ou seja, o significado de mansidão, descansar em Deus?

Ou temos agido como o povo judeu que rejeitou ao Senhor, por não compreender o que Deus estava fazendo, como Paulo escreveu: “Porém o povo de Israel, que procurava uma lei para ser aceito por Deus, não encontrou o que estava procurando. E por que não? Porque eles procuravam alcançar isso por meio das suas ações e não por meio da fé. Eles tropeçaram na “pedra de tropeço”,” (Romanos 9:31-32, NTLH), e o fato fundamental, que não faziam as coisas com falta de zelo, mas eram dedicados a Deus, como está escrito na carta aos romanos: “porque eu sou testemunha de que eles são muito dedicados a Deus. Mas a dedicação deles não está baseada no verdadeiro conhecimento, pois eles não conhecem a maneira como Deus aceita as pessoas e assim têm procurado conseguir isso da sua própria maneira. Eles rejeitaram o modo de Deus aceitar as pessoas.” (Romanos 10:2-3, NTLH)

Precisamos compreender que a nossa vida é para ser vivida na graça, realizando a obra que Deus tem colocado em nossas mãos, mas não para fazermos como queremos ou pensamos; mas na total dependência dele. Estamos onde estamos, não por acaso, mas resultante de um operar de Deus, do seu plano e do seu desejo para as nossas vidas. A obra quem realiza é Deus, o crescimento vem de Deus, nós precisamos entender que somos seus instrumentos, somos usados para plantar, usados para regar e para colher; mas o crescimento provém de Deus. Plantamos as sementes, mas não damos o crescimento.

Muitas vezes entendemos tudo que precisa ser feito, como precisa ser feito; mas a questão fundamental não é compreendermos o que tem que ser feito e nem como tem que ser feito; mas as pessoas que estão a nossa volta compreendem? Todas tem o mesmo entendimento? Podemos e somos capazes de suportar as diferenças e trabalhar de forma como Deus opera e deseja que nós trabalhemos, deixando Ele realizar e não na condução de nossa força e do nosso querer, mas na graça e na dependência do Pai?

Quando estamos diante dessa situação o que o Pai deseja nos ensinar é sobre sermos mansos. Precisamos entender que ser manso não é ser passivo, mas como água que bate em uma pedra, e a deixa lisa, alterando a sua forma, assim é que Deus deseja que atuemos, ou seja, não na força, não na imposição, mas no falar aquilo que Deus coloca em nossas bocas, no ensinar aquilo que Deus nos conduz, mas principalmente, aprendermos a esperar nele, a descansar nele, sabendo que a obra é Dele e que será feita conforme Ele quer. O importante não é fazermos na frente, não é fazermos sozinhos, mas levar as pessoas a realizar cada um na sua função conforme um corpo, onde cada membro contribui de forma adequada para o crescimento perfeito do corpo.

Muitas vezes, ao observar a nossa realidade, vemos a nossa mente preparada e capacitada para algo, pois compreendemos a teoria, mas os nossos membros não respondem da mesma forma, pois precisam de treinamento e capacitação, através de exercícios que são introduzidos de forma lenta. Assim é o corpo de Cristo. Ter a visão, ter a compreensão não quer dizer que a obra será feita, mas sim, usando da mansidão e paciência, devemos ensinar o corpo a transformar conhecimento, teoria em prática. Essa é a vontade de Deus e para isso fomos chamados para fazer a obra conforme Deus quer e não conforme pensamos.