Entregar a Deus para a justiça

Precisamos antes de mais nada compreender o que seja fazer a justiça de Deus; pois se não houver esse entendimento, estaremos sendo enganados pelo pensamento desse mundo. Viver e fazer a justiça de Deus é cumprir a vontade de Deus nessa terra. É realizar tudo aquilo que está no coração de Deus para que façamos nesse mundo. Cumprir a justiça de Deus é andarmos nesse mundo como cidadãos do reino de Deus não sendo escravos do pecado.

Tendo esse entendimento, precisamos ter o conhecimento que não nos resta muita opção, ou servimos a Deus, ou seja, entregamos nossos corpos para servir a justiça de Deus, ou entregamos nossas vidas para servir ao pecado. Não existe a opção de não servir a Deus e nem servir ao pecado. Não existe outra escolha. Ou somos escravos de Deus para a justiça ou escravos do pecado para atender os desejos de nossa natureza humana. Qualquer coisa contrária a natureza de Deus, de andar segundo a sua justiça, é servir ao pecado, é atender os desejos de nosso coração, conforme Paulo escreveu aos romanos. Quem é de Deus, deve andar segundo o reino de Deus, segundo o coração de Deus que diz: “Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus. Portanto, não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana. E também não entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado, para que ele a use a fim de fazer o que é mau. Pelo contrário, como pessoas que foram trazidas da morte para a vida, entreguem-se completamente a Deus, para que ele use vocês a fim de fazerem o que é direito. O pecado não dominará vocês, pois vocês não são mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus. ” (Romanos 6:11-14, NTLH). “Pois vocês sabem muito bem que, quando se entregam a alguma pessoa para serem escravos dela, são, de fato, escravos dessa pessoa a quem vocês obedecem. Assim sendo, vocês podem obedecer ao pecado, que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por ele.” (Romanos 6:16, NTLH).

Precisamos ter claro este aspecto em nossas mentes e lembrarmos sempre dessas palavras de Paulo aos irmãos. Fomos libertos do pecado, mas se escolhemos servir ao pecado, a atender os desejos de nossa natureza humana, então estamos nos sujeitando ao pecado como seus escravos, como ele falou: “Vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus para fazer o que é direito.” (Romanos 6:18, NTLH), e ainda mais: “Falo com palavras bem simples porque vocês ainda são fracos. No passado vocês se entregaram inteiramente como escravos da imoralidade e da maldade para servir o mal. Entreguem-se agora inteiramente como escravos daquilo que é direito para viver uma vida dedicada a Deus.” (Romanos 6:19, NTLH).

Enquanto não compreendermos essas palavras de libertação, ficaremos sempre andando de um lado para outro, uma hora querendo servir a Deus, reconhecendo sua graça e sua bondade, outra hora nos cedemos aos desejos da carne, aos prazeres desse mundo, aos desejos de nossa natureza humana que é egoísta, má, orgulhosa, prepotente, arrogante, hipócrita, cheia de mentira e que gosta de manter aparências. Quando assim fazemos, ou seja, cedemos a esses aspectos, então estamos caminhando para a morte, pois não reconhecemos e não aceitamos o poder libertador que temos em Cristo Jesus, como está escrito: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor.” (Romanos 6:23, NTLH).

A nós, os filhos de Deus, que provamos a libertação em Cristo Jesus, pela graça de Deus, precisamos, compreender que podemos, que temos e que devemos como cidadão do reino, entregar os nossos corpos para servir a justiça de Deus, fazendo a sua vontade e o seu querer e não andando como andávamos antes de conhecer a graça e o amor de Deus.