Por que nós, na nossa religiosidade, gostamos de criar subterfúgios, criar mecanismos para aliviar a nossa consciência e afastarmos daquilo que seja a vontade de Deus para a nossas vidas?
Fazemos isso, porque cedemos a carne, ouvimos a voz de satanás (o acusador do filhos de Deus), e não nos revestimos da armadura de Deus. Precisamos compreender o pensamento humano, e sobre o qual podemos ler na palavra e diz: “O Senhor conhece os pensamentos das pessoas e sabe que eles não valem nada.” (Salmos 94:11, NTLH). Podemos usar a palavra de Deus para torcer a própria verdade e usá-la em nosso benefício e para atender o desejo da carne. Ou seja, para atender a nossa “preguiça”, para atender “os nossos interesses pessoais”, para “jutificar nossas atitudes”, para “defender o nosso ponto de vista” e fazemos isso tirando versículos de contexto das cartas dos apóstolos ou nas profecias do velho testamento.
Por que achamos que a mentira é algo mais leve e, portanto, digno de menos punição que o assassinato? São estas medidas, são estas atitudes, é essa a forma de pensar humana que nos afasta do propósito e do querer de Deus; pois lemos em apocalipse a seguinte afirmação: “Mas fora da cidade estão os que cometem pecados nojentos, os feiticeiros, os imorais e os assassinos, os que adoram ídolos e os que gostam de mentir por palavras e ações.” (Apocalipse 22:15, NTLH). A mentira está colocada no mesmo nível de qualquer outra ação contrária a natureza de Deus; portanto um pecado que é repudiado por Deus, como é o assassinato.
Jesus afirmou que se alguém pusesse a mão no arado e olhasse para trás não seria digno dele; mas a pergunta: sobre o que ele está falando? Não está falando sobre o reino de Deus, sobre a obra de Deus, sobre a nossa função nesse mundo? O que seria olhar para trás? Não seria manter os nosso olhos nas coisas deste mundo, no buscar os nosso interesses e o atendimento de nossa vontade? Não seria termos a mesma atitude do povo de Israel durante a sua caminhada no deserto, onde estavam sempre olhando para trás para o que deixaram e não para o que tinham a sua frente? Não é a nossa vida, após nascermos de novo, como a caminhada no deserto, onde devemos olhar para frente, olhar para as promessas do Senhor, olhar para o que Ele tem para nos oferecer, e buscarmos durante esta caminhada, levar uma palavra de reconciliação para o que estão a nossa volta para que experimentem da graça de Deus e do amor de Deus? Mas o que temos feito, como o povo de Israel, olhado para trás, para o que deixamos no mundo, para o que é temporário?
É importante discutirmos teorias, combatermos opiniões divergentes, falarmos de uma igreja neo-liberal, ou da opinião de político tal? Devemos nos preocurar com diferenças de batismos? A quem sevir a ceia? Se deve ou não deve vestir determinado tipo de roupa, ou se devemos ou não fazer isso ou aquilo? Se somos mais ou menos espirituais porque temos esse ou aquele dom? Se prezamos mais isso ou aquilo?
Não é a palavra clara que devemos: “amar a Deus sobre todas as coisas”, “amar o próximo como a nós mesmos”, “ir, fazer discípulos e batizá-los”, e “ensiná-los” a obediência? Quando colocamos essas coisas como prioridade em nossas vidas, como as coisas mais importantes para o reino de Deus, então, experimentaremos da graça de Deus, do conhecimento de Deus e não deixaremos que o nosso pensamento humano, que o nosso coração de pedra sejam quem predomine em nossas vidas. E, então, em nossa jornada nesse deserto, materemos, como Paulo, os nosso olhos fixos no alvo, fixos no que é eterno, correndo a carreira proposta, para que o Senhor seja glorificado e morreremos para a nossa carne, dia após dia, ação após ação, para que o Senhor reine em nós para a sua glória e para a glória de seu nome.