Um coração sábio

Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Salmos 90:12, NTLH)

Como é bonita esta colocação de Moisés, este pedido ao Senhor!! Precisamo sim, ter um coração sábio, pois um coração sábio, que compreende a nossa pequenez, que compreende o quão insignificante são os nossos dias, então procuraremos remir o tempo, procuraremos realizar o que é importante, e não perderemos tempo com o que é inútil, com o que é temporário e com coisas insignificantes que marcam a nossas vidas e que nos impedem de viver a plena vontade de Deus para as nossas vidas.

Como ter um coração sábio? Como compreender quem somos? Como entender o nosso papel como filhos do Deus altíssimo? Como colocar o nosso coração no que é eterno, no que é importante, no que faz diferença no corpo, que leva a edificação e ao crescimento?

Um coração sábio vem de nosso entendimento da origem, do que somos, e no que fomos transformados como filhos de Deus no novo nascimento. Na vida de cada filho de Deus, naquele que entregou o seu coração ao Senhor e Salvador Jesus, naquele que firmou um propósito de servir, de viver pelo reino de Deus e que está disposto a “por a mão no arado e não olhar para trás”, conforme palavras de Jesus; então este, está com um coração pronto para receber todo o entendimento do plano e do propósito de Deus.

Quem é de Deus altera completamente os valores, as prioridades e o foco de sua vida. Por isso, aos filhos, compreender o sermão da montanha é fundamental. Não existe aprendizagem melhor, não existe sabedoria melhor que fazer e viver segundo o sermão da montanha.

Quem se dispõe a viver segundo o este sermão, compreende que existe uma total dependência de Deus. Todas as coisas, tudo que fazemos, tudo que somos, tudo provém de Deus e por Ele foi criado. É Ele que faz, quem capacita, quem ensina, quem constroi, quem edifica; nós somos, simplesmente instrumentos para a sua glória e para louvor do seu nome e crescimento do seu reino.

Ter a consciência desta dependência nos leva a confiar plenamente no seu provisionamento, que toda a nossa suficiência provém do Pai. O emprego, a família, a renda, o pão de cada dia, são meios que Deus nos concede para que vivamos onde etivermos em favor do reino de Deus. Não estamos nessa terra para buscar os nossos interesses, para alcançarmos sucesso, recebermos honra; mas para que em tudo busquemos a glorificação do nome de nosso Deus. Nós estamos aqui para sermos testemulhas, sermos sal, ser luz, para fazermos diferença onde estamos. Não estamos aqui nesta terra para sermos iguais e para fazermos como todo mundo faz, mas sim, para glorificar e santificar o nome de nosso Deus em nossas atitudes, para que todos, se possível todos, cheguem ao conhecimento da graça, do amor, da bondade, da justiça de nosso Deus. Nosso papel é sermos reconciliadores dos homens com Deus.

Ser sábio, saber o remir o tempo, viver o reino de Deus, não será considerado pelo pensamento do mundo, pela ciência, pelos homens naturais, talvez a melhor escolha de sabedoria; mas será aos olhos de Deus um filho amado, um filho que vive segundo o coração do Pai, que se preocupa com a vontade do Pai, com o seu querer e com a glória do seu nome. Compreendermos quem somos, compreendermos que somos filhos, e que somos amados de Deus, então não existe motivo, ou qualquer razão para viver diferente do que o Pai planejou para nós.