Seguidor de Jesus

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. ” (João 13:35, BEARA)

No versículo 34, Jesus falou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.“. Compreendemos o que seja amar? Compreendemos o que seja amar como Jesus amou?

Nós não podemos olhar a nós mesmos, tomando como base os nossos padrões, as nossas medidas e a nossa comparação com outros. Devemos, sim, olhar as nossas atitudes, a luz do padrão de Jesus, nosso Senhor. E assim, fica a pergunta: “o que é amar como Jesus amou?”.

Jesus excluia pessoas em seu amor? Jesus amava somente alguns? Ou Ele amava a todos sem exceção? Seus embates, discussões com os religiosos, tinham que objetivo? Condená-los? Ou levá-los a repensar as suas atitudes?

Jesus amava a todos, inclusive os pecadores, os publicanos, os assassinos, os condenados. Ele não amava somente alguns, ou aquele que aparentemente eram merecedores de seu amor. Ele demonstrava para com todos atitudes de amor, de querer acolher e trazer para a realidade do Pai.

Na cruz Ele acolheu o condenado que se arrependeu e prometeu-lhe o paraíso. A adúltera ele não condenou, antes pelo contrário a recebeu, e recomendou-a que não pecasse mais. Ao leproso tocou para que fosse curado. Ao jovem rico mostrou-lhe com amor o que faltava e do que ele precisava se libertar para conhecer a vida eterna. Aos exploradores da sua época, os coletores de impostos, ele recebeu, inclusive de um deles, chamou para ser seu discípulo. Ele morreu não por alguns, mas morreu por todos.

E nós, quais são as nossas atitudes? Como nos comportamos diante da pessoas que nos cercam? Revelamos amor? Ou em nossas atitudes as excluímos? Como tratamos o hipócrita? Como tratamos o pedófilo? Como tratamos o assassino que tirou a vida de alguém que gostamos muito? Como tratamos o traficante? Como tratamos aqueles que nos roubam? Como tratamos o pedinte na rua? Como tratamos os pobres que nos rodeiam?

Nossas atitudes frente a estas pessoas revelam o nosso amor, revelam que somos e revelam o quanto somos discípulos de Jesus. Acolhemos ou rejeitamos? Compreendemos e ajudamos, ou nos escondemos?

Revermos estes pensamentos, nossa forma de agir e colocarmos a luz do amor de Deus, que nos leva a uma só situação se desejamos viver como discípulos de Jesus: devemos nos colocar aos pés da cruz, reconhecer que estamos longe do padrão de Deus, que estamos distante do plano de nosso Senhor para a igreja, devemos buscar com toda a sinceridade, abrir o nosso coração diante do Pai e confessar que dependemos, que precisamos e que se não for pelo seu Espírito, que se não for pela sua graça, se não for pelo seu entendimento, de forma alguma viveremos a sua vontade.

Viver a igreja, viver o corpo, revelar amor em cada atitude, depende unicamente do quando morremos para a nossa natureza, do quando rejeitamos a nossa forma de pensar, a nossa forma de agir, para viver exclusivamente na dependência completa de Deus, com toda humildade diante do Pai, reconhecendo que somente a sua graça nos capacita e nos leva a rejeitar aquilo que provém de nós mesmos.