Oferecer os membros à justiça

Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.” (Romanos 6:19, BEARA)

O que é isso? Oferecer os membros à justiça? O que é justiça? Segundo Aurélio é a virtude de dar a cada um o que é seu, ou a faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência. Mas como eu transformo este conceito, ou seja, a justiça no entendimento de nosso Deus em algo prático em minha vida? Como viver pela justiça? Como servir à justiça para a santificação?

Muitas vezes complicamos, criamos dificuldades e não simplificamos as coisas, não transformamos conceitos e significados em algo prático para as nossas vidas. Precisamos aprender a parar e a pensar no que lemos, ouvidos, entendemos e passarmos a questionar: tem algo mais do que isso? Esta é a verdade de Deus? Está dentro dos meus parâmetros de justiça, de vida e padrão de como andar?

Se passarmos a fazer isso, compreenderemos que as coisas do reino de nosso Pai são mais simples que imaginamos. São mais fáceis de viver do que pensamos até então. Existe sempre, e devemos nos lembrar sempre “morte para o desejo de nosso coração”. Enquanto não assimilarmos isso, no nosso dia a dia, e não aprendermos a fazer escolhas então não viveremos segundo a justiça de Deus. Não viveremos pela santificação proposta pelo Pai. E devemos nos lembrar sempre. A santificação não é algo que buscamos e fazemos para alcançarmos Deus, para nos aproximarmos mais Dele. Não, nós nos santificamos por causa das pessoas à nossa volta. Nós nos santificamos para que Elas vejam Deus em nossas vidas, para que elas compreendam que Deus deseja mudar e nos ensinar a viver de forma diferente. Nós nos santificamos para que as pessoas sejam santificadas em nosso convívio e para que elas vejam a luz e se aproximem dela.

O que é servir em justiça de forma bem simples? A melhor forma de aprendermos é responder aos nossos próprios questionamentos. Poderá dizer: está ele batendo na mesma tecla novamente? Sim. Estamos batendo na mesma tecla, para que aprendamos a julgar a nós mesmos. Devemos então compreender o padrão de justiça de Deus, e não os dos homens, correto? Deus abriu mão de Seu Filho em nosso favor mesmo quando não merecíamos e estávamos em pecado, correto? Como nos comportamos com as pessoas? Somos capazes de perdoá-las mesmo que elas não demonstrem arrependimento do que fizeram conosco? Jesus foi mestre e Senhor, mas ele desempenhou o servir de forma mais degradante possível em sua época para mostrar aos seus discípulos o que era a justiça do reino de Deus. Somos capazes de fazer o mesmo? Jesus tendo todo o direito, toda razão, sendo justo foi condenado em nosso lugar, e não abriu a sua boca. E nós o que fazemos? Se nos magoam, o que fazemos? Se nos roubam, qual é a nossa atitude? E qual é a nossa atitude com relação às pessoas? Enganamos? Roubamos o seu direito, quando não pagamos o que é devido? Ficamos com um troco indevidamente? Deixamos de pagar algo quando as pessoas erram em um caixa ou em uma venda que nos fazem? Lutamos pelos nossos direitos porque não somos “bobos”? Mentimos? Omitimos? Enganamos?

Cada um de nós, em nossas atitudes, ao final ou no início de cada dia, devemos meditar em nossas ações e tomarmos a decisão do que queremos fazer e como queremos viver. Como filhos de Deus ou filhos do Diabo, sendo meramente religiosos e enganando a nós mesmos, ou oferecemos os nossos membros à justiça.