“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós! ” (Mateus 23:15, BEARA)
O que é fazer prosélito? Segundo o dicionário Aurélio é converter alguém de uma religião para outra. No caso, da palavra de Jesus, aos fariseus, era o ato de converter as pessoas ao judaísmo. Mas não é objetivo trazer as pessoas para o lugar que congregamos? Não é o objetivo fazer com que as pessoas se tornem crentes? Temos resumido a nossa palavra de pregação em falar da salvação como o fim em si mesmo, e nosso maior objetivo é trazer mais pessoas para se congregarem conosco? Precisamos de mais números, precisamos crescer? Depois de trazer estas pessoas para a nossa congregação, o que temos feito? Nós as ensinamos a fazer o que fazemos, ou as ensinamos a conhecer o Senhor? Estamos simplesmente fazendo prosélitos, novos religiosos, ou estamos levando as pessoas a conhecerem a Cristo? A viver segundo o coração do Pai? Estamos falando de práticas religiosas, ou estamos ensinando as pessoas a viverem segundo a vontade do Senhor, sendo e as ensinando a serem imitadores de Deus?
Paremos um pouco e meditemos: onde estamos? Onde estávamos há alguns anos? O que temos feito? Como tem sido a nossa vida? Não estamos falando de vida social, relacionamentos, mas, do nosso interior, temos alcançado as promessas do Senhor, temos tido vida abundante em graça, amor, misericórdia e compaixão pelas vidas? Quando olhamos para frente, quais são os nossos objetivos? O que temos buscado? Qual a nossa meta? O que é importante para nós? Temos sentido o peso do que temos que fazer ou do que nos comprometemos a fazer? Como temos medido o nosso sucesso? Seja na vida pessoal, profissional ou em nossa vida com Deus? E até mesmo por que precisamos separar a vida pessoal, da profissional da que chamamos vida com Deus, ou religiosa? Estamos sendo religiosos e somos dos que pregam o que deve ser feito, mas fazemos tudo ao contrário? Somos dos que façam o que falo, mas não façam o que faço?
Este é o momento de mudança para as nossas vidas. É o momento de nos reposicionarmos perante o nosso Deus de forma correta, arrependermos do que e como temos feito, para fazermos conforme o coração de nosso Criador e Pai. Primeiro: precisamos entender que Deus não quer religiosos, pessoas que vão ao culto aos domingos e nas reuniões da semana. Deus quer filhos, pessoas que queiram se relacionar com Ele, que queiram conhecer do Seu coração e vontade para as suas vidas. A salvação não é o fim, mas o início de uma jornada para conhecer e se relacionar com Deus. Este é o desejo do nosso Deus para com as nossas vidas.
Segundo: Deus não quer que façamos a obra para Ele, Ele deseja que nos coloquemos em Suas mãos, que dependamos dele, e que sejamos instrumentos, guiados pelo Espírito. Podemos plantar e regar, mas, a obra, o crescimento, a conversão de vidas, o crescimento efetivo e o amadurecimento vêm de Deus. Precisamos ser exemplos, ardentemente correr a carreira proposta, buscar a santificação, para que vidas sejam santificadas e que sejam levadas ao conhecimento do Pai. Somos instrumentos não responsáveis pela obra. A obra é de nosso Deus.
Não estamos aqui para fazer prosélitos, para formar religiosos mais que somos, mas, para sermos filhos, para vivermos o reino de Deus neste mundo como filhos, falando, revelando e vivendo a graça de Deus, abençoando as vidas, sendo sal e luz neste mundo, para que o amor do Pai e o conhecimento de Jesus chegue a todos.