Tentação – resultado da cobiça

Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. ” (Tiago 1:13-15, BEARA)

Precisamos separar a tentação da tribulação. Tentação é algo que se origina em nosso coração e quando falamos de coração, falamos da nossa natureza terrena, do que somos e de onde tiramos pensamentos  e atitudes. Tribulação é externo, não depende de nós, mas, de situações, dificuldades que fogem ao nosso controle e que servem para o nosso crescimento, fortalecimento, conhecimento de Deus. Nenhuma tribulação está acima de nossa capacidade de suportar, seja a perda de uma pessoa querida, uma doença, ou qualquer outra coisa que foge da capacidade de controlar. A tribulação são momentos permitidos por Deus para o nosso crescimento e para o nosso bem.

A tentação se origina em nós, ela faz parte do nosso desejo de obter ou de ter algo, da nossa cobiça e é alimentada daquilo que vemos e já desejávamos em nossos corações. Como o próprio Jesus afirmou: “O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.” (Mateus 12:35, BEARA).

É uma questão de natureza, do que somos, e de onde temos posto o nosso coração, nossos desejos. Quando entregamos nossas vidas ao Senhor, precisamos compreender que fizemos um pacto, uma aliança, onde declaramos a morte para nós, para os nossos desejos e nossa vontade, para vivermos conforme a vontade de Deus. Por isso Jesus afirmou:  “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25, BEARA).

Outro aspecto que precisamos responder: onde temos colocado o nosso coração, em que tesouro? No reino de Deus? Ou neste mundo? Devemos sempre nos questionar e meditar no que e porque fazemos? Se o motivo de fazermos as coisas forem para obtermos vantagem, acesso às coisas deste mundo, então as nossas razões estão equivocadas, estamos atendendo o desejo de nosso coração, nossa natureza humana.

Quando Paulo escreveu que deveríamos fazer morrer a nossa natureza terrena, é deste aspecto que ele estava falando. Estava falando de rejeitar todo e qualquer pensamento, atitude e forma de agir que privilegiasse a natureza humana. A natureza divina nos é concedida com a nossa morte em Jesus Cristo. Quando fazemos a aliança, nós morremos para nós, para vivermos para o Senhor, recebemos da natureza de Deus, agora, para vivermos como Seus filhos, como filhos da luz. Devemos andar conforme o Senhor andou, ter o mesmo pensamento e as mesmas atitudes. Se não declararmos, não rejeitarmos todas as ações que são da natureza humana em nossas vidas, não experimentaremos o que Deus tem de melhor para nós. Não experimentaremos do gozo e da vida abundante, não aprenderemos o que seja descansar no Senhor, não compreenderemos o que seja amar, não entenderemos a bondade e a misericórdia de Deus.

Fazer morrer a natureza humana, não ceder à tentação, é rejeitar tudo aquilo que seja contrário da natureza de Deus, e que tem o foco de satisfazer os nossos desejos egoístas.