Onde está Deus que não responde?

Quantas e quantas vezes repetimos as palavras do salmista: “A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta. Dá-te pressa, Senhor, em responder-me; o espírito me desfalece; não me escondas a tua face, para que eu não me torne como os que baixam à cova.” (Salmos 143:6-7, BEARA).

Ou mesmo agimos como Pedro. Temos a convicção da vontade de Deus, que Ele nos suporta e que está conosco; mas de repente parece que tudo está desmoronando: “Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!” (Mateus 14:27-30, BEARA).

Deus de fato nos abandona? Ele se afasta de nós? O que são estes momentos de sequidão? Ou como está no salmos 23, caminhando no vale da sombra e da morte?

Existem dois aspectos que precisamos compreender. Primeiro que de forma alguma Deus se afasta de nós, e a segunda é que precisamos amadurecer e olhar as coisas com os olhos da fé, e não com base em sentimentos.

Deus se revela a nós e nos ensina neste processo de amadurecimento. Isto é a coisa mais importante que precisamos entender. Não se trata de sentirmos a presença de Deus; mas sim, de confiarmos em sua palavra e promessa. Se Ele disse que estariam em nós, que faria de nós templo e morada; então não existe razão para duvidarmos. Ele nos permite, em situações que vivemos, de sentirmos sua presença? Sim, isto é algo que Ele permite para aprendermos a confiar. Mas quanto amadurecemos, precisamos aprender a andar por fé e não pelo que vemos ou sentimos.

Mesmo que pareça estéril, mesmo que tenhamos a sensação que Deus não está próximo, não devemos nos guiar por sentimento ou pelo que achamos; mas sim, por suas promessas.

A outra situação que precisamos aprender é quando Ele nos chama para um propósito, para cumprir a sua vontade, temos que andar na dependência, olhando firmemente para Ele, e não para as circunstância que nos cercam; não foi o que aconteceu com Pedro? Tinha a promessa, tinha a ordem; mas ao invés de manter os olhos no Senhor, o que Ele fez? Voltou sua atenção para o vento para o que esta a sua volta e por onde os seus pés estavam. E ao tirar os olhos do Senhor, Ele tirou a sua atenção da promessa, e deixou de andar pela fé. Ao fazer isso, o que aconteceu? Começou a afundar.

Assim fazemos muitas vezes, parece que Deus nos abandonou em determinadas circunstâncias; mas não é verdade. Fomos nós que tiramos os olhos de onde eles precisam estar. Ao voltarmos a atenção para a fé, para o Senhor, tudo volta a funcionar segundo as regras espirituais de andarmos por fé e não pelo que vemos ou pelas circunstâncias que nos cercam.

Precisamos sim, exercitar a nossa fé, revendo sempre as promessas, especialmente quando tudo parece sem sentido, quando tudo parece perdido. Precisamos aprender a confiar em quem fez a promessa. Estas situações existem em nossas vidas para o nosso amadurecimento e para aprendermos a viver e a nos guiar pelos olhos da fé.

Não importa o que estamos passando ou sentindo; o que faz a diferença é quem prometeu.