“Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.” (Salmos 25:4-5, BEARA). “Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó Senhor. ” (Salmos 25:7, BEARA). “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos. Por causa do teu nome, Senhor, perdoa a minha iniquidade, que é grande. Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher.” (Salmos 25:10-12, BEARA). “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” (Salmos 25:14, BEARA). “Examina-me, Senhor, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos.” (Salmos 26:2, BEARA).
Temor é o princípio de tudo, e com temor devemos compreender com reverência, com reconhecimento do poder e do que Deus pode fazer; mas muito mais do que pode fazer, é reconhecer que podendo fazer, tendo o direito de fazer; não faz, por causa do seu amor, da sua graça, que nos oferece. Na sua justiça nos chama para andar segundo a sua natureza, na dependência do seu Espírito. Temor é reconhecer este poder, e submeter voluntariamente, como instrumento a vontade de Deus. Desejar ardentemente servi-lo com alegria, com submissão. Não por medo do que Ele pode fazer conosco; pois esta é uma prerrogativa dele, mas servimos porque desejamos que a sua graça, seu amor, misericórdia alcancem todos os corações.
Querer conhecer a Deus é submeter a ele com todo o temor; pois como fala em provérbios: “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino. ” (Provérbios 1:7, BEARA). Quando assim nos colocamos diante do Senhor, reconhecendo que é através do temor que aprenderemos a verdadeira sabedoria, que é através do temor que conheceremos e viveremos a vontade de Deus. Pois no temor, nos submetemos a ele, não por medo, mas por gratidão, devido ao amor que derramou em nosso coração, pelo que fez por nós, por nos reconciliar, por nos aceitar em sua presença, através do sangue de Cristo que nos purifica e nos apresenta santos, inculpáveis e irrepreensíveis.
Entramos e vivemos na presença do Senhor não porque somos bons, ou fizemos algo de bom, mas por causa da graça concedida em Cristo Jesus. Quando compreendemos isso, entendemos porque precisamos agir de forma diferente, porque devemos buscar o conhecimento, o entendimento de como viver de forma a agradar a Deus. O Senhor reconhece as nossas limitações, sabe de nossas fraquezas, por isso intercede por nós; e por isso, nos concedeu tudo que precisamos para viver uma vida que lhe agrada, andando segundo a sua natureza. Para o nosso Deus, não é o importante o resultado de sermos perfeitos; pois ele sabe que não somos enquanto estivermos nessa carne; mas sim, o quanto somos capazes de morrer para nós mesmos, morrer para os nossos desejos e vontade para viver a sua vontade. Apresentarmos diante de seu trono, com um coração humilde, desejoso de aprender, desejoso de conhecer, de viver e andar segundo o seu coração. Ele deseja um coração quebrantado, um coração que está pronto para aprender, uma cerviz que se dobra diante dele, e não altivez, ou qualquer tipo de arrogância, como se fôssemos capazes de fazer algo que agradasse a ele.
Ter intimidade, buscar a intimidade, reconhecendo quem ele é e um coração pronto para mudar, para agir diferente, demonstrar arrependimento, ser moldável, ser submisso; só assim, conheceremos o Senhor. E o conheceremos como Davi o conheceu e experimentou; não porque ele era perfeito, mas porque tinha um coração segundo o coração do Pai que lhe era aprazível, com temor e integridade diante do seu trono.
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