A lei é para nos salvar ou revelar a salvação recebida?

A lei é para nos salvar ou revelar a salvação recebida?

foto por: Kevin Mueller em Unsplash

Podemos pensar que precisamos fazer boas obras, sermos boas pessoas, obedecermos os mandamentos de Deus para que Ele nos aceite e seremos salvos e poderemos assim, viver a eternidade diante da Sua face e não condenados ao inferno. Mas a salvação de nossa alma, a eternidade não é determinada pelo que fazemos, mas, por quem somos.

Paulo escrevendo aos Romanos, capítulo três, versículo vinte e sete ao trinta e um, afirma: “Será que temos motivo para ficarmos orgulhosos? De modo nenhum! E por que não? Será que é porque obedecemos à lei? Não; não é. É porque cremos em Cristo. Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda. Ou será que Deus é somente Deus dos judeus? Será que não é também Deus dos não-judeus? Claro que é! Deus é um só e aceitará os judeus na base da sua fé e também aceitará os não-judeus por meio da fé que eles têm. Será que isso quer dizer que, por causa da fé, nós tratamos a lei como se ela não valesse nada? Não; de modo nenhum! Pelo contrário, afirmamos que a lei tem valor.” (Romanos 3.27–31, NTLHE).

Quando lemos o capítulo três, podemos observar que não é a lei que nos salva, não é a obediência a ela e nem às boas obras. Nós não somos aceitos por Deus pelo que fazemos, mas, pelo que Cristo fez em nosso favor. Temos que entender que somos salvos pela graça de Deus, por meio da obra que Cristo realizou na cruz, nos comprando para o Pai. Temos e precisamos crer nisto. Agora, quando cremos e nos submetemos, somos feitos uma nova criatura, nascemos de novo do Espírito, somos um ser espiritual que recebe da vida de Deus, que foi feito à imagem de Cristo.

Tendo sido feitos à imagem de Cristo, agora, devemos viver segundo o que a lei diz e fazermos as boas obras que estão nela relacionadas, pois a natureza que temos, agora revelará a salvação que recebemos. Fazemos segundo a vontade de Deus para revelar a Sua salvação a nós concedida, não para a alcançarmos.