Longe ou perto do propósito de Deus

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor.” (Jeremias 23:16). “Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei.Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração? Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal.” (Jeremias 23:25-27).

Precisamos compreender quem somos, entender a natureza humana e ter o entendimento que não podemos confiar em palavras que afirmam que está tudo bem, que estamos no caminho certo, enquanto perdura os valores, conceitos e princípios humanos em nossas vidas e em nosso meio. Não estamos aqui falando também de pessimismo e negativismo que também, é algo forte e descaracterizador da vontade e do querer de Deus para as nossas vidas.

Não podemos pedir por uma vida calma, tranquila e sem provações e tribulações; se assim fizermos não estamos alinhados com a vontade de Deus para as nossas vidas. O propósito e o querer de Deus é nos fazer semelhantes ao seu filho. Seu desejo é que sejamos a imagem e semelhança, sejamos seus imitadores, que revelemos a sua vida neste mundo. Mas como isso é possível?

Somente através da morte da natureza humana, somente através do morrer de nossa vontade, nosso querer para que a vida e o querer de Deus se revele em nós. Mas como isso é possível? Somente através do passar pelo fogo, “fogo consumidor” que vem do trono de Deus, da vida de Deus. Mas precisamos entender que este “fogo” não tem o intuíto de nos destruir, e sim, e nos purificar, assim como acontece com a prata, com o ouro que são purificados pelo fogo. Somos preciosos a Deus, e ele deseja que neste mundo revelemos a sua graça, amor e misericórdia. Para que isso aconteça é necessário que toda obra da carne, tudo que é do homem, e tenha origem no homem, sejam destruídos. Mas como isso pode acontecer?

Através da exortação, da correção, da admoestação que procedem de Seus profetas e mestres, que existem para falar, ensinar e mostrar a vontade de Deus, em palavras, sim, mas também em ações que revelam a manifestação da vida de Deus. A correção vem, o ensinamento vem para falar daquilo que Deus deseja para as nossas vidas. Precisamos compreender que ao mesmo tempo que Deus nos mostra e nos fala do seu amor, de sua paciência, longanimidade e manifestação da sua graça; ele também, fala do seu desejo, da sua vontade para as nossas vidas, nos corrigindo, a nós diretamente pelo seu Espírito, pelos irmãos e também, e em último caso, pelas tribulações.

Não dá para viver o reino de Deus “mais ou menos”, não dá para ficar ocupando banco de templos, como se fosse o suficiente. Deus deseja mais de nós. Deseja que sejamos expressão do que ele é neste mundo para as pessoas com quem convivemos. Por isso as correções, as provações e palavras muitas vezes duras que nos colocam contra a parede quanto a forma que devemos viver. Não dá e nem a há tempo para viver mais ou menos, o nosso tempo é curto, a vida é curta neste mundo, é como o orvalho da manhã, que logo desaparece. Precisamos aprender a remir o tempo, precisamos aprender a ser obedientes na primeira palavra, e não esperar pelo chacoalhar de Deus no que tange a realizar da sua vontade que é o melhor para nós.

Conhecer a vontade expressa de Deus (sua palavra), não decorá-la e recitá-la, mas vivê-la diariamente é o propósito e o querer do Senhor para nós. Por isso, precisamos meditar sempre o quanto estamos longe ou perto deste propósito para as nossas vidas, e não só isso, mas que palavras temos ouvido, temos ouvido palavras que nos conduzem, que nos despertam, que nos colocam contra a parede para que possamos rever nossas ações? Ou temos buscado palavras lisonjeiras de pessoas que não falam do que está no coração de Deus para nós?