“Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor. Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.O rosto do Senhor está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória. Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações. Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantadoe salva os de espírito oprimido. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra.” (Salmos 34:11-19, BEARA)
No nosso desconhecimento associamos temor a medo somente; mas temor não é medo, e sim, o reconhecimento do poder, autoridade e força; é um ato de reverência.
Com relação a um tirando, devemos temer? Sim, devemos; mas também ter medo; pois além do poder, ele não revela misericórdia, compaixão ou graça. O seu objetivo é subjugar, dominar e aos rebeldes o ato da destruição.
Quando falamos de temer a Deus, estamos falando de nos submeter a ele; não por causa de seu poder, sua majestade; mas sim, mesmo sendo e tendo autoridade para nos destruir, Ele revela de maneira gloriosa a sua misericórdia, nos preserva, nos ensina sobre a verdadeira justiça e sobre a vida eterna. Quando falamos de temer a Deus estamos tratando de sua soberania sobre todas as coisas e a maneira como revela esta em todos os seus atos.
Quando compreendemos os atos de justiça, sua misericórdia revelada, sua bondade manifesta, compreendendo o seu poder e glória, tendo o entendimento da sua soberania sobre todas as coisas e a sua maneira de agir, revelando em seus atos quem é; então nos submetemos. Submetemos não porque temos medo; mas sim, por causa do seu amor manifesto. Reverenciamos nos diante de sua face, reconhecendo que é o autor da vida, é o que concede vida aos homens. O temor ao Senhor se revela quando passamos a agir como ele procede. Praticamos atos de justiça, revelamos sua misericórdia, graça, bondade e amor para com todos.
O temor se revela nos pequenos atos e atitudes que tomamos no nosso dia a dia, como: carregamos a magoa em nosso coração? Não; por que não? Porque o nosso Deus não fica magoado conosco. Não concedemos o perdão? Não, nós perdoamos a quem nos ofende; porque o nosso Deus nos perdoa. Negamos ajuda a quem necessita porque nos ofende, nos maltrada e não nos respeita? Não, porque a justiça de Deus se revela a todos os homens (tanto a bons como maus). Não manifestamos compaixão para com as pessoas? Não, nós a revelamos; pois o nosso Deus sempre revela a nós; mesmo não sendo nós merecedores de qualquer ato de compaixão e misericórdia.
Compreendemos o que seja temer a Deus? Temer não é reconhecer o que ele pode fazer a nós; mas sim, nos submetermos e agirmos como ele age, fazermos o que ele faz; eliminar de nossos atos qualquer coisa que tenha origem no homem; pois as obras da natureza humana não são agradáveis a Deus e contrárias a sua natureza; pois estão carregadas de ódio, hipocrisia, orgulho, arrogância, inveja, egoísmo e de todos os demais frutos da carne.
Amemos ao Senhor, prestemos um culto a Deus de forma racional. Ofereçamos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Ele. Transformemos nos pela renovação da nossa mente. Não submetamos ao príncipe deste mundo, aceitando as meias verdades que nos apregoa.