Quem habitará com o Senhor?

Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem,não há nem um sequer. ” (Salmos 14:2-3, BEARA)

Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça,e, de coração, fala a verdade;o que não difama com sua língua,não faz mal ao próximo,nem lança injúria contra o seu vizinho;o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo,mas honra aos que temem ao Senhor;o que jura com dano próprio e não se retrata;o que não empresta o seu dinheiro com usura,nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.” (Salmos 15:1-5, BEARA).

Como se manifesta a fé? Qual deve ser a nossa atitude frente a fé que afirmamos ter? O que é a expressão verdadeira de amor para com o nosso Deus? Como devemos revelar a fé que temos? Pelas nossas palavras somente? Por afirmarmos que cremos em Deus?

O Diabo deseja nos enganar. Ele vive a torcer as palavras de Deus e nos incita a aceitarmos as meias verdades para as nossas vidas. Estas meias verdades  não nos leva a mudança de atitude conforme é o plano e o querer de Deus.

Tiago em sua carta afirma que a fé sem obras é morta, mas o que são estas obras? Precisamos entender que estas obras, não são somente sobre o aspecto de atuar em favor do necessitado; mas sim, expressarmos a nossa fé nas atitudes e palavras que proferimos. Revelarmos a palavra e expressarmos esta em ações.

O outro ponto importante que precisamos entender é quanto a palavra de Jesus. Ele afirmou que quem o ama, obedece a sua palavra. Obedecer, precisamos compreender que é o ato de cumprir, de viver, de expressar em atitudes o que ele prescreve.

Precisamos lembrar, também, de um fato importante, como Paulo afirma para a sua vida e que se aplica a nós. Ele diz: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12, BEARA), e “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Coríntios 9:27, BEARA).

Compreendendo que as obras, o que fazemos, nossas atitudes são expressão do que cremos, de nossa fé, e tendo o entendimento que não estamos falando de perfeição, mas sim, de obedecer, de cumprir, de errar, mas corrigir, levantar e prosseguir, esmurrando o corpo e reduzindo-o  a escravidão, levando-o a obediência. Precisamos lembrar que só conseguimos fazer isso, se fizermos morrer a natureza humana, como Paulo afirma: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;” (Colossenses 3:5, BEARA).

Quando fazemos morrer a natureza terrena, e revelamos em nossos atos a natureza divina que nos foi concedida no novo nascimento; então, as obras que acompanham revelam que habitaremos com Deus. E isto ocorrerá em todos os nossos relacionamentos.

Se desejamos habitar com Deus, se ansiamos de todo o coração sermos instrumentos de Deus neste mundo, revelar as suas obras de justiça, então, devemos fazer morrer a natureza humana (os atos que manifestamos como homens), para que os frutos do Espírito, as obras de justiça de Deus se revelem através de nós em todos os nossos relacionamentos. Devemos olhar para nós e nos criticar, julgar, para assim revelarmos a vida de Deus, sua vontade e seu querer entre os homens, como embaixadores.