Testemunho de vida

“Então, disseram os homens a Ló: Tens aqui alguém mais dos teus? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, todos quantos tens na cidade, faze-os sair deste lugar; pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor se tem aumentado, chegando até à presença do Senhor; e o Senhor nos enviou a destruí-lo. Então, saiu Ló e falou a seus genros, aos que estavam para casar com suas filhas e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Acharam, porém, que ele gracejava com eles. ” (Gênesis 19:12-14, BEARA).

O que podemos aprender com esta situação vivenciada por Ló junto aos seus genros? O que podemos dizer do testemunho dado por ele? Que Ló era importante na cidade sabemos, pelo que fazia, como pelo aspecto de ficar assentado a porta da cidade; pois era o costume de ser o lugar onde se realizavam os negócios. Mas o que podemos dizer do seu testemunho?

Os genros acreditaram nele? Não, pela atitude que tiveram, não. Fica bem claro que não; pois quando falou de algo sério; achava que ele estava brincando. E nós como tem sido a nossa postura e atitude diante dos homens? Temos demonstrado preocupação com o quê? Com as coisas materias? Com as coisas deste mundo? Ou temos vivido, em nosso dia a dia, os valores do reino de Deus? Nossas atitudes são condizentes com as nossas ações?

Ou falamos uma coisa e fazemos outra? Estes são aspectos fundamentais para as pessoas acreditarem na mensagem que pregamos. Se as nossas vidas não traduzem o que falamos, dificilmente irão crer na mensagem que levamos.

Não adianta falarmos do amor de Deus, que amamos a Deus, se não obedecemos os seus mandamentos, se não temos a mesma atitude de Deus com relação as pessoas. Não adianta falarmos de amor, bondade, caridade, se as nossas atitudes são de egoísmos, de orgulho, de resolver primeiramente o nosso problema, de pensarmos em nós mesmos. Não podemos falar de justiça, se neglicenciamos e torcemos os direitos das pessoas que dependem de nós. Não adianta falarmos de humildade, de servir, se somos arrogantes, hipócritas e orgulhosos. Não adianta falarmos de amor, compaixão, misericórdia, se em nossas atitudes revelamos ódio, raiva, desejo de vingança.

Que mensagem pregamos? Queremos que as pessoas nos ouçam? Queremos que as pessoas mudem de atitude e experimentem do Deus verdadeiro, então, nós que temos o entendimento, que afirmamos ter o Deus verdadeiro, que somos templos do Espírito; devemos manifestar as virtudes e o caráter do Deus que dizemos crer. Somos o instrumento de Deus para ele se revelar a todos os homens. Ele somente se revela através de nós. Por isso, precisamos, refletir sobre nossas motivações e atitudes. Enquanto mantivermos o mesmo pensamento do mundo, enquanto preservarmos a natureza humana, enquanto não morrermos para nós mesmos, para revelarmos a natureza de Deus e as suas virtudes; o nosso testemunho, não será diferente do que Ló demonstrou para com os seus genros.

Temos, como filhos, a obrigação de revelar a natureza divina. E para que isso ocorra, devemos morrer para a nossa vontade e como Paulo afirmou, transformar a nossa forma de pensar, somente fazendo assim, é que não só daremos um testemunho verdadeiro de Deus e do que ele é, como experimentaremos sua boa, perfeita e agradável vontade.