O que queremos?

Queremos ter uma vida tranquila (ou seja,  “sombra e água fresca”). Queremos relacionar bem com as pessoas, queremos que os nossos relacionamento sejam duradouros, queremos que as pessoas que estão a nossa volta sejam o que desejamos que elas sejam melhores. Queremos que nossas esposas sejam sempre bondosas, sempre carinhosas, que estejam sempre disponível para nós. O mesmo elas esposa desejam do seus maridos, o mesmo desejamos com relação a nossos filhos.

Mas isso acontece? Não! O que fazemos, brigamos, esperneamos, reclamamos e se forem os filhos, ainda punimos. E muitas vezes queremos usar os princípios e fundamentos do que está na bíblia para melhorar este relacionamento. Criamos métodos, propomos ações e eventos para que o relacionamento possa melhorar, não é verdade?

Paramos para pensar que da mesma forma que desejamos isso das pessoas que estão a nossa volta, elas também, desejam isso de nós? Já pensamos que Deus, no seu amor, sua misericórdia, sua graça tão grande, deseja a mesma coisa de nós? Como estamos respondendo ao  chamado e ao pedido de Deus para as nossas vidas? Como temos respondido as necessidades das pessoas a nossa volta. Temos respondido com mansidão quando somos agredidos? Temos respondido com amor, quando há manifestação do ódio, da raiva?

Como temos vivido a nossa vida quanto aos aspectos acima? Temos o entendimento do que Deus deseja de nós e como devemos responder a estes relacionamentos?

Podemos ter o conhecimento, ter todo entendimento, estudar profundamente a bíblia, e dominar todos os aspectos acima; mas precisamos compreender que o conhecimento, o saber, não nos levará a viver com base nas mesmas motivações do Espírito Santo que nos guia em todo o entendimento e realizar da vontade de Pai.

“No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber. O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber.” (1 Coríntios 8:1-2, RA Strong)

Precisamos compreender que não são os extremos e nem o que é feito na carne que nos leva ao conhecimento de Deus. Não é a muita leitura que nos capacitará a viver segundo o coração de Deus, mas também, o não ler, o não conhecer a bíblia não nos levará a ter o entendimento da vontade de Deus para as nossas vidas.

Os fariseus conheciam a lei, estudavam na profundamente; mas rejeitaram a palavra da vida e crucificaram o autor da vida. Por que não queriam conhecer o Senhor da glória? Não, porque queriam fazer as coisas na carne (no conhecimento humano, e rejeitaram o conhecimento divino).

Precisamos entender que nós, por nós mesmos, com o nosso conhecimento, entendimento não podemos mudar relacionamentos, mudar as nossas atitudes, mas somente com o conhecimento divino (conhecimento da vontade de Deus), uma vida dirigida pelo Espírito, uma submissão a vontade de Deus é que restauraremos os relacionamentos e teremos prazer na comunhão. Não só isso, mas a nossa comunhão com o criador, nos permitirá experimentar da verdadeira vida.

Mas como fazer isso? Como alcançar? Queremos sempre o caminho mais curto, queremos sempre da maneira mais fácil, e não existe maneira fácil para isso. A mudança na forma de pensar,  a mudança na atitude, o agir diferente, o responder de forma diferente as agressões fazem parte do processo de santificação de nossa alma que Deus nos conduz.

Este processo é a carreira proposta, é o olhar para o alvo, nosso Senhor Jesus, e imitá-lo em todas as suas ações. Este processo é longo, envolve aprendizagem, envolve desejo de mudar de atitude (arrependimento da forma antiga de fazer), envolve aprender a depender de Deus.

Não existe crescimento, não existe amadurecimento, se não houver renúncia, se não houver morte de nosso homem natural. Enquanto acharmos que temos o direito, enquanto acharmos que merecemos mais que temos recebido, enquanto acharmos que os nossos interesses são mais importantes que os das outras pessoas, estaremos vivendo segundo a  natureza humana, e portanto, fora do propósito de Deus.

Quando nos empenhamos em conhecer, em buscar a face do Senhor, ele nos guiará e nos levará a sermos seus imitadores; mas não podemos resistir ao que o Espírito determina para nós fazermos. Pois quando assim fazemos estamos rejeitando a vontade de Deus.

Precisamos lembrar sempre: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17, RA Strong).