Não reter a cabeça

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” (Colossenses 1:18-20, RA Strong). “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;” (Colossenses 2:8, RA Strong). “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus. ” (Colossenses 2:16-19, RA Strong)

Temos transferido a obediência e a autoridade devida a Cristo, nosso Senhor, para homens? Ou sendo líder como temos portado, temos exigido das pessoas obediência e cumprimento, subordinação ao que denominamos de autoridade que temos? O que temos ensinado e exigido das pessoas?

Lidar com aspectos humanos é muito complicado, avaliar as motivações e razões que estão no coração é quase que impossível. Somente o Senhor conhece verdadeiramente os motivos de cada coração e a própria pessoa, ninguém mais. Por isso, precisamos como cristão sempre avaliar e sempre criticar nossas atitudes. Estamos nos submetendo a autoridade e ao senhorio de Cristo ou não? Temos transferido a obediência de Cristo para homens? Em todas as nossas ações, precisamos sempre julgar estas coisas. Temos e devemos nos sujeitar uns aos outros, mas não podemos nos submeter e transferir a autoridade devida a Cristo para homens, assim como não podemos exigir das pessoas que nos obedeçam e se sujeitem a nós. Devemos sim, se maduros, ensinar as pessoas a se sujeitarem plenamente a autoridade de Cristo e se submeterem as determinações e ordens do Espírito.

Não podemos incentivar e nem querer que as pessoas se sujeitem a nós, ao que achamos ou pensamos. Não podemos querer assumir um papel do Senhor na vida das pessoas. Devemos, sim, lutar contra este tipo de atitude; pois é normal, as pessoas desejarem se subordinar a quem possa ver; pois é mais simples e mais cômodo. Inclusive, nós homens, temos a capacidade, como Adão, de jogar a culpa nos outro pelos nossos erros. Por isso, devemos ensinar as pessoas a obedecer e a cumprirem as palavras do Senhor. Quando assim fazemos, estamos agindo como verdadeiros líderes e formadores de pessoas para se sujeitarem ao Senhor Jesus, e a cumprirem os seus mandamentos, inclusive de fazer discípulos.

Precisamos estar atentos e nos julgando o tempo todo, tando em uma posição como em outra, pois a linha entre o espírito e a alma é muito tênue, somente a palavra do Senhor para separar. Andarmos na carne ou andarmos no espírito é uma decisão que tomamos em todo o tempo, entre agradar a carne ou agradar a Deus. Qual escolhemos? Depende de nosso coração em querer reter o cabeça da igreja. Implica em morrermos para nós mesmos, implica em rejeitarmos tudo que possa vir da natureza humana.

Que o Senhor nos conceda discernimento para serví-lo da forma como agrada a seu coração, e não sirvamos a vontade do homem, para não dizer ao próprio diabo que nos acusa diante de Deus.