“Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.” (Gálatas 3:26-27, BEARA). “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. ” (1 Pedro 2:9-10, BEARA).
Mesmo tendo o entendimento de quem somos, agimos da mesma forma que somos? Nossas atitudes revelam o que somos. Precisamos compreender que por sermos, fazemos; e fazemos porque somos. Os filhos de Deus devem revelar a natureza de Deus e o seu caráter. Se não compreendermos isso, não entenderemos o porque do processo de santificação para as nossas vidas.
O aspecto mais importante de tudo isso é compreendermos quem somos, se compreendermos de fato, então agiremos para revelar em nossas atitudes o nosso Deus. Um principal entendimento que precisamos ter é com relação a nossa posição diante de Deus. Nossa questão está definitivamente resolvida em Cristo Jesus. Na presença do Pai, através de sua obra salvadora, de sua morte e ressurreição, e de nossa morte e ressurreição com Cristo, pelo seu sangue, somos apresentados diante do Pai, santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Então por causa do sangue do Senhor derramado por nós, a nossa questão diante de Deus está definitivamente resolvida e selada. Pois não existe nada que possamos fazer, não existe obra, não existe ação que possamos empenhar para que Deus nos aceite. Ele nos aceita por causa da obra de seu filho Jesus na cruz por nós. Somente por intermédio de Jesus chegamos a presença do Pai.
Tendo a questão resolvida, então por que da santificação? Por que precisamos tornar os nossos atos santos diante das pessoas? Simplesmente, a santificação tem um só propósito, revelar o caráter e a natureza de Deus através de nossas vidas. Um aspecto importante de entendimento que precisamos ter é que na cruz, no novo nascimento, fomos feitos filhos, e por termos sido feitos filhos, então devemo revelar o caráter de Deus em tudo o que fizermos. Fazemos não por opção, não por obrigação, não por constrangimento. Nós buscamos a santificação, nos empenhamos nesta jornada, fazendo morrer a natureza humana, como consequência de nosso amor por Deus, de querer obedecer aos mandamentos de Jesus como expressão de nosso amor. E para que o mundo conheça do amor do Pai.
Ser nação santa, é ser um povo separado para Deus, sermos sacerdotes é fazermos a ponte entre os homens e Deus, sendo intercercessores, sendo mediadores de Deus com os homens, excercendo o papel de reconciliadores de Deus com os homens. E por propriedade exclusiva, como a própria palavra diz, não é para ser compartilhado dividido, repartido com a natureza humana. É um povo para ser usado exclusivamente para Deus em seu propósito e na revelação e manifestação do seu reino.
Como reconciliadores, como embaixadores do reino, temos a “obrigação”, por fazer parte da nossa natureza e por “sermos” de revelar as virtudes daquele que nos chamou, ou seja, é para vivermos conforme a sua natureza e o seu caráter. Não existe opção, não existe alternativa, não existe condição. Não estamos aqui para buscar os interesses próprios ou os deste mundo, vivemos e andamos como cidadão do reino de Deus para revelarmos tudo que um cidadão do reino de Deus deve revelar.
Por isso, quando dizemos que somos, e por sermos fazemos, o que estamos dizendo é simplemente que é algo natural, algo normal, que deve fluir. O que pesa sobre nós é a questão de queremos continuar a viver na carne, da maneira antiga, ou da nova, segundo o caráter e vontade de Deus para nós, que nos capacitou para andarmos segundo o seu coração e o seu querer. Compete a nós rejeitarmos as obras da carne, a nossa vontade e o nosso desejo.
O processo de santificação tem um só objetivo que é o revelar ao mundo o povo de Deus, a sua nação, a sua graça, o seu amor, e para que o mundo conheça a Jesus Cristo, como o filho de Deus, o salvador e quem se fez justiça de Deus para que o mundo o pudesse conhecer.