Compromisso com Deus

Entendemos o que significa compromisso? Sabemos a diferença entre estar envolvido e estar comprometido (ou seja com um compromisso)?

Se não compreendermos a diferença entre estar envolvido e estar comprometido dificilmente compreenderemos o que significa o que Jesus disse sobre o mais importante de todos os mandamentos: “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” (Marcos 12:29-30, RA Strong).

Compromisso significa o estabelecimento, o assinar uma aliança. Sem aliança não existe compromisso, e sem compromisso não existe aliança, acordo entre as partes. Vamos trazer este aspecto para a nossa realidade, como por exemplo: como vivemos com o nosso copanheiro(a)? Somos casados de papel passado? Se não somos casados no papel, não existe compromisso entre nós; mas somente um envolvimento; pois compromisso implica em dar a vida em favor da aliança estabelecida. Um casamento no papel significa exatamente isso. Estamos comprometidos um com o outro. Fizemos uma aliança entre nós enquanto existir vida em nós. Não é para entrarmos em um casamento pensando como Vinícios: “eterno enquanto dure”. Podemos “juntar”, mas quando estabelecemos este tipo de relacionamento, não quer dizer que estamos pensando em viver para sempre com a outra pessoa, não existe laço, não existe nada que nos prenda a outra pessoa, se não der certo, simplesmente largamos, abandonamos. Quando pensamos assim, então o que estamos pensando é somente na nossa pessoa e não na vida da outra.

Para entendermos a diferença entre envolvimento e comprometimento, temos um exemplo já velho, mas que retrata essa diferença de forma clara: O prato virado a paulista, é um prato que leva arroz, tutu, couve, ovo e bisteca suina. Temos dois animais que são responsáveis pela produção deste prato: a galinha e o porco. A galinha na produção do prato está envolvida, pois ela simplesmente tem que entregar o ovo; mas o porco está comprometido com o prato. Para se ter a bisteca na composição do prato, terá de dar a sua vida (morrer). Se não morrer não tem o virado a paulista. Somente com a sua morte é possível termos o prato. Esta é a diferença. Quando se fala de envolvimento, simplesmente participamos; mas não damos a vida em favor do que estamos fazendo; agora, quando estamos comprometidos, implica que temos que dar a vida em favor do que estamos fazendo.

Um casamento somente é casamento quando estamos comprometidos com a aliança estabelecida, ou seja, quando damos a nossa vida em favor do outro, por isso, assinamos, por isso formalizamos. Fazemos isso não por nossa causa, mas por causa do outro. Não existe “se”, não existe consideração e alternativa para rompimento.

Deus, o nosso Deus, no desejo de estabelecer um relacionamento conosco, está desde o seu plano eterno, totalmente comprometido com esta aliança. Ele nunca pensou em uma aliança temporária, uma possibilidade; mas sim, no estabelecimento de uma aliança eterna. E o seu comprometimento com esta aliança é tão forte, que mesmo antes de saber se estaríamos com ele nesta aliança, ele já se comprometeu, ele, sabendo que éramos incapazes de nós por nós mesmos, desenvolver um relacionamento íntimo com ele, criou todas as condições para viabilizar esta aliança. Primeiro, o seu filho morreu por nós. A sua morte teve um único propósito, nos resgatar do império das trevas e nos levar para o seu reino. Mas não fez só isso, ele também, nos fez nova criatura pelo novo nascimento, nascimento do espírito. Ele nos vivificou, nos capacitou e nos tornou em uma nova criatura para vivermos agora segundo a sua natureza. O que ele pede de nós? O nosso comprometidmento com o seu reino, o nosso coração, o nosso dedicar inteiramente a sua vontade e a seu propósito. Não existe meio termos, não existe alternativa, somente estamos com Deus nesta aliança quando morremos para nós e vivemos inteiramente para ele. Não dividimos nossos sentimentos e nosso amor com mais nada deste mundo. Ele esta acima de tudo. Ele é o nosso Senhor, a quem devemos obediência, honra, glória e as nossas vidas.

Nesta aliança nós morremos para nós mesmos, para os nossos desejos, vontade e querer; para vivermos plenamente a vontade de Deus, sem medida, sem restrição, em exceção. Nossas vidas colocamos nas mãos de Deus para ele usar, para ser instrumento e revelar de sua glória e vontade.

Amar a Deus sobre todas as coisas é o compromisso eterno que assumimos com Deus. Assumimos um compromisso para viver a sua vontade, do seu jeito, da sua maneira, conforme o seu plano eterno para nós.

Amar a Deus sobre todas as coisas, implica em honrarmos a Deus acima de tudo. Isto é, não existe emprego, não existe chefe, não existe marido ou mulher, não existe filhos, nem pais, ninguém e nem nada que me faça desobedecer a Deus. Sua palavra é a fonte de vida, sua vontade é o nosso desejo, nossa comida sempre será fazer a sua vontade e o seu querer. Não vivemos para nós mesmos, mas para aquele que nos chamou e nos deu vida.

Amar a Deus sobre todas as coisas implica que assumimos de todo o nosso ser, viver unido com ele eternamente, toda a nossa vontade, nosso desejo e nossa luta será sempre para ser um com ele, assim como o nosso Senhor Jesus é com o Pai.

Qualquer coisa menos que isso, não é compromisso, não é estarmos comprometidos. Estar comprometido é darmos as nossas vidas em favor de quem deu a vida por nós, e em favor de tudo que seja a sua vontade e querer.

Neste ponto fica uma pergunta fundamental para nós: estamos comprometidos com o nosso Deus? Estamos comprometidos com quem andamos juntos? Nossa esposa ou marido, nossos filhos? Ou temos vivido simplesmente para atender o nossos desejos e usamos de nossos relacioanamentos para alcançar os nossos objetivos? Onde queremos chegar? Até onde? Com quem e de que forma?

Se não existe entre nós e o nosso Deus o estabelecimento desta aliança eterna, o nosso comprometimento total para com Deus, então, certamente, ouviremos do Senhor jesus: “apartai-vos de mim, pois jamais vos conheci”. Isto mesmos que tenhamos sido estremamentes religiosos, mesmo que tenhamos dedicado a nossa vida para atender os desejos e vontades de toda lei, preceitos e ensinamentos religiosos originados no homem. Para com o nosso Deus não existe meia aliança, não existe meio termo e nem meio coração dado a ele.

Se não compreendemos o amor de Deus por nós e nem temos o entendimento do que seja amar a Deus sobre todas as coisas, mas queremos servir e honrar a Deus de toda a nossa alma, basta pedirmos por entendimento e conhecimento do seu amor abundante por nós que ele se revelará. Ele tem prazer em nos ensinar a sermos filhos que honram e glorificam o seu nome.