“Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.” (Ezequiel 39:7, RA Strong). “E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória. O aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera, quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e me prostrei, rosto em terra.” (Ezequiel 43:2-3, RA Strong)
Quantas vezes e quantos de nós não desejamos a mesma visão? E queremos ver a glória de Deus enchendo o salão onde celebramos o culto para que as pessoas vejam que temos o Deus verdadeiro? Quantas vezes ao lembrar das passagem que falam que a glória do Senhor há de encher toda a terra, imaginamos algo como o seu brilho a encher cada canto deste mundo e que isto tudo é alheio a nós? Algo externo a nós?
Quanto Deus fala que a sua glória há de encher o templo, de que templo está falando? Quando fala que há de encher toda a terra, como isso irá ocorrer, através da construção de templos e prédios? Por que não conseguimos pensar conforme a nova realidade, conforme a realidade daqueles que nasceram de novo e que são filhos de Deus? Por que não conseguimos nos enchergar como templos de nosso Deus, como a morada de nosso Deus? Por que nos é mais fácil separar em nossos pensamentos de nosso Deus? Para aliviar a nossa consciência? Para nos libertar de nossa responsabilidade que pesa em nós, a glória e o nome de nosso Deus?
Precisamos entender, somos templo, somos a morada de Deus, é em nós, pelo Espírito Santo que Deus deposita e enche de toda a sua glória. Somos e fomos feito novas criaturas. Não somos um templo destruido, mas fomos reconstruidos pelo poder de Deus, fomos feito morada do altíssimo.
Como morada de Deus, nossas vidas tem que revelar o Deus que temos dentro de nós, por isso, precisamos ser imitadores de Deus como filhos amados (conforme Pedro escreveu em sua carta). Precisamos ser imitadores de Cristo, como Paulo nos ensina em suas cartas. Não nos resta opção, não nos resta alternativa. Somos filhos, e como filhos, devemos imitar aquele que nos dá vida.
Quando mortificamos os nossos atos segundo a natureza humana, quando fazemos morrer a natureza humana, quando combatemos, pelo poder de Deus, e na cruz, todos os frutos da carne, e revelamos, em nossos atos, pela santificação, os frutos do Espírito, então glorificamos a Deus, exaltamos o Senhor, e revelamos a glória de nosso Deus em todos os lugares onde estivermos e formos.
Como Paulo escreveu: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.” (Gálatas 5:16-26, RA Strong)
Precisamos, como filhos, encher a terra com a glória do Senhor. O reino de Deus não é tomado pela força; mas pela manifestação da graça e do amor de Deus a todas as pessoas, e nós somos os instrumentos designados por Deus para revelar quem ele é e a sua glória.