“No meio de ti, aceitam subornos para se derramar sangue; usura e lucros tomaste, extorquindo-o; exploraste o teu próximo com extorsão; mas de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 22:12, RA Strong). “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.” (Ezequiel 22:26, RA Strong). “Os seus profetas lhes encobrem isto com cal por visões falsas, predizendo mentiras e dizendo: Assim diz o Senhor Deus, sem que o Senhor tenha falado.” (Ezequiel 22:28, RA Strong). “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei. Por isso, eu derramei sobre eles a minha indignação, com o fogo do meu furor os consumi; fiz cair-lhes sobre a cabeça o castigo do seu procedimento, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 22:30-31, RA Strong).
Por que temos que fazer separação entre o santo e o profano? Por que não podemos aceitar o suborno ou subornar, não podemos extorquir, não podemos ter atitudes de usura? Por que não podemos profanar as coisas do Senhor? Por profanar devemos compreender como: tonar impuro, macular, tratar com irreverências as coisas santas. Mas como eu profano as coisas santas? Misturando o que é santo com o que é do maligno, da natureza humana. Não podemos pensar que profanamos as coisas de Deus por vivermos neste mundo, por andarmos no meio do mundo; pois estamos aqui para ser luz e para sermos sal desta terra. Não é de separação física, mas sim, de compreensão do que macula a glória de Deus. Quando nós, em nossas atitudes, cometemos atos que são contrários a natureza de Deus estamos profanando o seu santo nome, por que?
Simples, quem somos? Somos filhos, dizemos que recebemos do Espírito de Deus, afirmamos que fomos transformados, que Deus nos aceitou, nos purificou, e que, por sermos filhos, andamos em sua presença, fomos santificados e purificados. Então, por sermos filhos, precisamos imitar aquele a quem dizemos amar, honrar e obedecer, correto? Sim, pois o próprio Jesus falou, que quem o ama, obedece aos seus mandamentos. Obedecemos? Se não, estamos profanando o seu santo nome, estamos revelando um Deus que não é de fato o Deus verdadeiro. Precisamos entender que andar no mundo, não é fazer as mesmas coisas que se faz no mundo. Estamos no mundo para revelarmos a glória, a graça e o amor de Deus. Não estamos neste mundo para revelarmos as nossas atitudes. Não estamos aqui para atender os nossos caprichos e desejos. Não estamos aqui para revelarmos o nosso orgulho, egoísmo, vaidade e vontade própria.
Precisamos entender que morremos na cruz, com Cristo para os valores, crenças, atitudes e tudo que seja concernente a natureza humana. Devemos viver em novidade de vida. Fomos feitos sacerdotes do altíssimo, para estarmos em sua presença. Por este fato, e por esta verdade, devemos santificar todos os nossos atos, devemos morrer para a natureza humana, para revelar a natureza divina que nos foi concedida no novo nascimento. Quanto nos santificamos, santificamos nos em favor das vidas, para revelar a graça e o amor de Deus a todos os homens. Quando assim, fazemos, glorificamos a Deus, revelamos o Deus que dizemos conhecer, cumprimos sua vontade e realizamos o nosso papel de ser luz neste mundo e sal nesta terra. Agindo em santidade no meio do mundo, nós santificamos o nome de Deus e revelamos a sua obra em nossas vidas. Nós não profanamos; mas santificamos e glorificamos a Deus, revelando que o amamos. Por isso, qualquer atitude contrária a natureza de Deus deve ser evitada e afastada de nossas vidas. Devemos ser imitadores de Deus, devemos agir segundo a justiça de Deus, segundo o seu amor e a sua graça manifesta a nós e a todos os homens.
Vivamos, como verdadeiros sacerdotes, glorificando, santificando e exaltando o nome do Senhor, rejeitando toda obra das trevas, que tem origem na natureza humana e no maligno.