“Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? — diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?” (Ezequiel 18:23, BEARA). “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei.” (Ezequiel 18:31-32, BEARA)
Quanta diferença entre a nossa atitude e a atitude de nosso Deus! O quanto precisamos compreender os pensamentos de Deus, sua justiça, seu amor e misericórdia pelas vidas. Diferente de nós que desejamos a vingança, a morte e a separação destas pessoas. Como precisamos crescer, como precisamos compreender sobre a misericórdia de Deus, sua graça e bondade.
A grande questão que temos não é o quanto compreendemos, mas o quanto estamos dispostos a compreender, a morrer para nós mesmos, para o que pensamos e desejamos, inclusive o quanto queremos nos libertar do nosso conceito de justiça; para vivermos segundo o reino de Deus. Precisamos entender que somos novas criaturas, que recebemos um novo coração. Coração não para vivermos como andávamos, ou seja, na vaidade de nossos próprios pensamentos; mas para andarmos agora, em novidade de vida, seguindo as determinações da justiça divina, do coração de Deus, andando segundo os princípios do reino de Deus.
Assim como o Senhor tem prazer naquele que se converte de seus maus caminhos, nós também, devemos nos alegrar e agirmos para que todo aquele que vive fora do princípio de Deus possam se converter dos seus maus caminhos e se voltarem para o rei da glória.
Assim com o Senhor não tem prazer na morte do ímpio, nós também, não podemos nos alegrar na sua morte, devemos, fazer de tudo para com todos, para consquistar a todos e levar a todos a se converterem ao reino de Deus.
Como podemos nós contribuir para o plano de Deus? Como podemos ser instrumentos nas mãos de Deus para que o ímpio se converta dos maus caminhos? Como podemos agir, de forma que em nossas vidas tenhamos a mesma atitude de Jesus e afirmarmos que estamos neste mundo não por causa dos sãos, mas sim, por causa dos doentes, para aqueles que desejam a cura. Precisamos morrer para as nossas vaidades para que o coração de todos possam ser atingidos. Precisamos compreender as atitudes de Jesus para com aqueles que eram os doentes, para levar a cada um a cura e a restauração da vida diante do Soberano da terra.
Vingança, orgulho, arrogância, hipocrisia, mentira, falsidade e vaidade não podem fazer parte das nossas vidas. Nós somos luz neste mundo, somos sal que transforma. Nós temos a responsabilidade de levar esperança, de levar vida, de levar as pessoas ao calvário, e ao reino de Deus. Temos que ser reconciliardores dos homens com Deus. Que sejamos instrumentos úteis ao seu possuidor, para a glória do seu nome.
Nossa postura perante os homens, nossas atitudes determinam o sucesso das ações em favor das vidas; mas principalmente, das consquistas do reino, da expansão da vontade do Pai, do conhecimento da glória do Senhor. Sobre nós pesa a responsabilidade de fazer o nome de nosso Deus conhecido em todos os cantos. Como igreja, devemos revelar a graça e o amor de Deus onde estivermos. Precisamos, sem desculpas, sem demora, sermos sal neste mundo, ser luz na terra e revelar a glória, a misericórdia e graça de Deus em tudo o que fizermos.