Sermos prósperos para o reino de Deus

“o Senhor Deus me disse: — Fique no pátio do Templo e diga tudo o que mandei você dizer ao povo que vem das cidades de Judá para adorar no Templo. Não deixe de dizer nada do que eu mandei. Pode ser que eles dêem atenção e abandonem os seus maus caminhos. Se isso acontecer, então eu mudarei de idéia a respeito da desgraça que estou planejando fazer cair sobre eles por causa das suas más ações.” (Jeremias 26:2-3, NTLH)

Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei. Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim! Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu, o Senhor, estou falando.’” (Jeremias 29:11-14, NTLH).

Poderiam as palavras de Jeremias ao povo de Israel se aplicarem a nós, igreja, em nossos dias? Quando falamos do povo de Israel, falamos muito no plano e no entendimento material, segundo a natureza humana, como o aspecto de prosperidade. Quando se fala sobre prosperidade, está relacionado a condição financeira, riquezas. Quando falamos de igreja, estamos falando no plano espiritual. Precisamos fazer esta distinção. Deus não está preocupado se somos ricos ou pobres, se temos muito ou pouco, mas sim, se nos deixamos usar onde ele nos coloca como seus filhos, como cidadãos do reino de Deus. Pode nos permitir a riqueza para servi-lo ou pode nos permitir a privação, também, para que o seu nome seja glorificado. As nossas atitudes é que determinarão o quanto estamos sendo prósperos na visão do reino. Temos dado frutos? Temos sido instrumentos para ganhar vidas para o Senhor?

As palavras de jeremias se aplicam a igreja e aos nossos dias. Qual é a nossa expressão de amor para com o nosso Senhor? O cantarmos? O proclamarmos com nossas vozes? Não, mas sim; se obedecemos os seus mandamentos. Se obedecemos expressamos o nosso amor. Se temos um coração sincero, se desejamos servir, se o buscamos de todo o coração; mesmo que não cumpramos toda a sua vontade; ele nos conduz a uma vida que lhe agrada.

Como faz isso? Através das tribulações, das provações que passamos. Tudo o que passamos tem um só propósito: nos forjar para servir ao nosso Deus em santificação de nossos atos. Precisamos compreender que a santificação não é para estarmos mais pertos de Deus, para sermos “mais” aceitos por ele; mas sim, para que as pessoas a nossa volta sejam santificadas, ou seja, para que vejam o poder e a graça de Deus operando através de nossas vidas. Quando assim fazemos, então, vidas se converterão ao Senhor. Quando vemos a santificação permeada na igreja, então, as atitudes serão diferentes, os relacionamentos estarão fundamentados no amor de Deus, na compreensão mútua, e no desejo de serem expressão de Deus ao mundo. Quando aprendemos a nos sujeitar a vontade de Deus, obedecendo aos mandamentos, ele se revela através da igreja ao mundo. Por isso, passamos por tribulação e provações, para que a natureza de Deus se revele através de nós.

Para conhecer a Deus, para viver sua vontade, para ter o seu operar em nossas vidas, e termos as nossas vidas transformadas, precisamos buscar ao Senhor de todo o nosso coração, de toda a nossa alma. Quando fazemos assim, ele se deixa achar, ele se revela a nós e nos conduz a uma vida que lhe agrada. Precisamos conhecer a palavra de Deus e o seu poder. Quando assim fazemos, então, aprendemos a nos sujeitar a vontade e ao querer do Senhor.

Conhecer ao Senhor, conhecer a sua vontade e sermos expressão de tudo o que ele é, sermos semelhantes ao Senhor Jesus é a maior expressão de prosperidade para o reino de Deus; pois seremos instrumentos úteis ao reino, geraremos frutos. Devemos portanto, buscar, buscar entendimento e a obediência as palavras do Senhor. Quando assim fazemos, o Senhor se deixa achar e nos conduz a sua vontade.