Modelo a seguir

“O Senhor disse: — O sábio não deve se orgulhar da sua sabedoria, nem o forte, da sua força, nem o rico, da sua riqueza. Se alguém quiser se orgulhar, que se orgulhe de me conhecer e de me entender; porque eu, o Senhor, sou Deus de amor e faço o que é justo e direito no mundo. Estas são as coisas que me agradam. Eu, o Senhor, estou falando.” (Jeremias 9:23-24, NTLH). “Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente. ” (Mateus 20:26-28, NTLH).

Temos nas boas novas que o Senhor Jesus nos deixou um modelo a seguir, modelo completamente diferente do que estamos acostumados e que somos ensinados pelo pensamento do mundo. Ensinamento que passamos aos nosso filhos, mesmos quando “temos conhecimento” do que sejam os princípios do reino de Deus.

Não ensinamos aos nossos filhos e não praticamos o que pregamos, quando falamos que não se deve levar desaforo para casa? Que não somos “bobos”? Que devemos lutar pelos nossos direitos? Que devemos defender a nossa causa?

Que ensinamento, que modelo temos seguido? O modelo que diz o que é importante quando se é servido? Modelo que diz que devemos nos orgulhar do que somos, do que fazemos, mesmo quando não nos preocupamos com as necessidades dos pobres, dos oprimidos, dos órfãos, das viúvas, dos idosos? Quantos de nós temos praticado a justiça de Deus, justiça que fala de distribuir, ajudar, de repartir, que foi o que o nosso Deus fez para conosco, dando nos de sua vida?

Nós que dizemos que somos conhecedores da verdade, o quanto temos agido de forma que esta verdade seja conhecida de todas as pessoas a nossa volta? Não estamos aqui discutindo o quanto pregamos, mas o quanto os nossos atos traduzem as nossas palavras. Temos sido fiel aos ensinamentos? Temos obedecido aos ensinamentos de Jesus, ou temos sido simplesmente religiosos, que falamos o que deve ser feito; mas não fazemos o que pregamos?

Que modelo temos sido para o mundo? Temos sido luz? Temos sido sal? Ou temos sido simplesmente religiosos, cheios de regras e ensinamentos de sabedoria humana, como: não faça isso, não faça aquilo, não toque isso ou aquilo, não coma isso ou aquilo? Qual o nosso modelo? O que temos vivido de fato?

Escolher o modelo do reino não é fácil, requer perseverança, querer determinação, requer fé, convicção nas palavras no Senhor. O processo transformador que foi realizado por nosso Deus em nossas vidas, não se revela, da noite para o dia, não é instantâneo. É um processo de aprendizagem de fazer morrer a natureza humana, é seguir diariamente os passos que Pedro nos ensina em sua segunda carta, no capítulo um, do verso 3 até o verso 11. Recebemos da natureza divina, fomos capacitados para viver segundo esta natureza, precisamos simplesmente perserverar em tornar o que Deus fez uma realidade em nossas vidas. É reconhecermos em cada gesto, em cada atitude, em cada decisão que morremos para nós mesmos na cruz com Cristo, que morremos para o pecado, ou seja, para tudo aquilo que seja contrário a natureza de Deus, como: orgulho, egoísmo, arrogância, prepotência, ignorância, mentira, dolo, e tanto outros recursos que usamos que desagradam a natureza de Deus.

Sejamos filhos, revelemos quem de fato somos, o que recebemos e o quanto Deus, na sua graça e misericórdia nos capacita para viver a sua vontade e andar segundo a sua natureza. Glorifiquemos ao Deus de nossas vidas, pelo exemplo, pela atitude, pelo realizar da sua obra. Estamos aqui para fazer o reino de Deus conhecido, não em palavras, mas em atitudes, em gestos, em ação. Levar o reino de Deus a todos os homens, é fazermos discípulos, é ensiná-los, é antes de mais nada, sermos modelos, exemplo a ser seguido.